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Atualizado às: 19 de março, 2008 - 13h10 GMT (10h10 Brasília)
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China envia reforços militares para o Tibete
Caminhão militar chinês em uma estrada em Linxia, na província de Gansu
Caminhão militar chinês em uma estrada em Linxia, na província de Gansu
A China continua a enviar forças de segurança para o Tibete, como puderam testemunhar equipes da BBC posicionadas próximas à região autônoma.

O governo chinês evita entrar em detalhes sobre suas operações militares, limitando-se a informar que a situação no Tibete está sob controle.

Mas os repórteres presenciaram a passagem de comboios chineses viajando em direção ao local onde manifestações estão sendo registradas.

A entrada de estrangeiros está proibida no Tibete.

Na vizinha província de Gansu, o correspondente da BBC James Reynolds observou um comboio militar viajando para o Tibete logo depois do meio-dia desta quarta-feira.

Cerca de 20 caminhões militares, vários outros veículos militares e também uma ambulância, onde se podia ler "Força de Reação Rápida da Polícia Armada do Povo", estavam sendo transportados, ele disse.

Ao sul, na província de Sichuan, outra equipe da BBC presenciou a passagem de mais comboios militares chineses viajando em direção ao Tibete.

O correspondente da BBC Daniel Griffiths, que está no oeste da China, observou durante todo o dia a passagem de mais de 400 veículos militares.

Número crescente

Griffiths disse que tem observado comboios maiores viajando para o Tibete nos últimos dois dias.

Segundo ele, os veículos se movem lentamente pelas estradas em comboios de até oito caminhões, avançando pelas montanhas.

Alguns deles levam soldados armados com rifles automáticos e baionetas. Outros levam soldados com capacetes e escudos usados pela tropa de choque.

Na terça-feira, 105 manifestantes que participavam de protestos contra a China na capital do Tibete, Lhasa, "se entregaram à polícia", segundo a imprensa estatal chinesa.

De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, os manifestantes se entregaram ao fim do ultimato estabelecido pelas autoridades chinesas, que ameaçaram responder com firmeza aos que continuassem rebelados.

A atual onda de protestos no Tibete começou no último dia 10, como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.

Os protestos já são considerados os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos e se espalharam para províncias próximas da região do Himalaia, como Gansu, Qinghai e Sichuan.

Segundo o governo chinês, 13 pessoas foram mortas por manifestantes em Lhasa, a capital do Tibete.

No entanto, tibetanos que vivem no exílio disseram que pelo menos 99 pessoas foram mortas em confrontos com as forças de segurança chinesas durante a repressão aos protestos.

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