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Atualizado às: 15 de março, 2008 - 12h15 GMT (09h15 Brasília)
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Tibete: China dá ultimato para manifestantes se entregarem
Tanques patrulham ruas da capital, Lhasa
Autoridades dizem que pouparão os que se entregarem
O governo da região autônoma do Tibete, apoiado pela China, estabeleceu um prazo até a meia-noite da segunda-feira para que os envolvidos nas manifestações da sexta-feira se entreguem.

Em um comunicado neste sábado, representantes do Poder Judiciário do Tibete disseram que eximirão de punições aqueles que se arrependerem - e responderão "com força" aos que não o fizerem.

O governo do Tibete no exílio afirmou ter recebido a informação de que 30 pessoas teriam morrido nos confrontos da sexta-feira contra os mais de 50 anos de domínio chinês no Tibete.

"Há 30 mortes confirmadas e outras 100 ainda por confirmar", disse uma fonte do governo tibetano no exílio, baseado no norte da Índia.

O governo chinês, no entanto, afirma que dez pessoas morreram durante os protestos - rumores de que este número seria até dez vezes maior são difíceis de confirmar, disse o correspondente da BBC em Pequim Dan Griffiths.

O jornalista britânico James Miles disse ter havido alguns confrontos na manhã deste sábado, porém de proporções bem menores do que as registradas na véspera.

Segundo ele, a polícia teria utilizado bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que desafiaram o toque de recolher imposto pelo governo chinês.

Fogueira

Na nota deste sábado, as autoridades dissera que na sexta-feira os manifestantes atearam fogo a escolas, hospitais, lojas e casas, no que chamaram "uma conspiração política planejada pelo Dalai para separar o Tibete da pátria-mãe e sabotar a vida pacífica e harmônica de todos os grupos étnicos no Tibete".

Os violentos choques da sexta-feira encerraram uma semana inteira de manifestações contra a China. Os protestos têm sido apontados como os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos no Tibete.

Os manifestantes perseguiram chineses que vivem na cidade, acenderam fogueiras para incendiar seus pertences, realizaram saques e queimaram lojas.

De acordo com testemunhas, os manifestantes assumiram o controle do centro velho da cidade de Lhasa.

Dalai

As autoridades chinesas acusaram o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, de organizar os protestos.

"Houve suficientes sinais que provam que a recente sabotagem em Lhasa foi organizada, premeditada e planejada pelo bando do Dalai", diz uma mensagem do governo regional do Tibete divulgada pela Xinhua.

Um porta-voz do líder espiritual tibetano rebateu a declaração e disse que as acusações são "totalmente infundadas".

Mais cedo, o Dalai Lama divulgou uma mensagem em que manifestou preocupação com os recentes episódios de violência no território.

O líder espiritual, que na Índia lidera o governo tibetano no exílio, pediu que o governo chinês "pare de usar a força e inicie um diálogo com o povo tibetano para minimizar o ressentimento há muito crescente".

"Eu também peço a meus colegas tibetanos que não façam uso da violência", completou o Dalai Lama.

Adesão

Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.

Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão de pessoas comuns.

Outros protestos foram registrados inclusive fora do Tibete – há informações de que centenas de monges realizaram uma marcha na província chinesa de Gansu, e, na Índia, a polícia prendeu cerca de 25 pessoas que tentaram invadir a embaixada chinesa em Déli.

Autoridades de países europeus e em Washington pediram que a China seja tolerante com os manifestantes.

Em um comunicado, Louise Arbour, a alta comissária da ONU para direitos humanos, também pediu a Pequim que "permita que os manifestantes exercitem seu direito de liberdade de expressão e reunião, sem fazer qualquer uso excessivo da força na manutenção da ordem".

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