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China acusa EUA de arrogância em dossiê sobre direitos humanos

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A China acusou os Estados Unidos de serem "arrogantes" em um relatório divulgado nesta quinta-feira, que critica duramente a situação dos direitos humanos em território americano.

O documento, intitulado Human Rights Record of The United States in 2007 (Registro de Direitos Humanos nos Estados Unidos em 2007, em tradução literal), é uma resposta a um dossiê semelhante divulgado nesta semana pelo Departamento de Estado americano, que aponta violações aos direitos humanos praticadas por outros países, entre eles a China.

Este já é o nono ano seguido em que a China publica o relatório em resposta ao levantamento americano, mas desta vez o tom do documento foi especialmente crítico.

O texto usa expressões pouco diplomáticas e acusa diretamente os americanos de praticarem uma política de "dois pesos e duas medidas".

O relatório foi divulgado após a China anunciar que vai adotar uma nova postura mais pró-ativa na política externa e em meio a declarações do ministro das Relações Exteriores, Yang Jiechi, de que as criticas contra o histórico dos direitos humanos no país são movidas por "forças anti-China".

Iraque e Guantánamo

O dossiê publicado na terça-feira pelos Estados Unidos descrevia a China como um país autoritário que “abusa dos direitos humanos” porque pratica tortura, restringe a liberdade religiosa e dificulta o trabalho de organizações não-governamentais estrangeiras.

Entretanto, apesar das críticas, o governo chinês foi retirado da lista de piores países no tocante ao respeito aos direitos humanos, o que gerou protesto entre algumas ONGs, como a Repórteres Sem Fronteiras.

O relatório da China cobre sete pontos e analisa o desrespeito aos direitos humanos praticado dentro e fora do território dos Estados Unidos.

Na questão da política externa americana, os chineses qualificam a invasão do Iraque como "a maior tragédia de direitos humanos e o maior desastre humano do mundo moderno".

"Os Estados Unidos têm um sério retrospecto de pisotear a soberania e de violar os direitos humanos em outros países."

Segundo o documento, os Estados Unidos são sinônimo de "prisões secretas" e "tortura de prisioneiros".

"Os Estados Unidos freqüentemente exercem pressão sobre outros países para que aceitem receber enviados da ONU (...), mas eles mesmos rejeitaram vários pedidos de visita à base de Guantánamo."

Mulheres, negros e hispânicos

Do ponto de vista doméstico, os Estados Unidos são acusados de desrespeitar os direitos das mulheres, crianças, negros e hispânicos.

Além disso, o relatório também aponta as violações de direitos humanos causadas pela violência em casos como o dos assassinatos em massa ocorridos recorrentemente em escolas e universidades.

O relatório encerra dizendo que os Estados Unidos não devem se intrometer nas questões de outros países.

"Nenhum país do mundo deve se ver como a encarnação dos direitos humanos e usar os direitos humanos como ferramenta para interferir nos assuntos internos e exercer pressão sobre outros países para atingir seus próprios interesses estratégicos."

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