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China anuncia aumento de 17,6% nos gastos militares | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da China anunciou nesta terça-feira que pretende aumentar em 17,6% os gastos com suas forças armadas neste ano, totalizando US$ 58,8 bilhões (aproximadamente 418 bilhões de yuans ou R$ 100 bilhões). No ano passado, o país já havia aumentado o orçamento militar em cerca de 15% para US$ 40 bilhões (283,8 bilhões de Iuans ou R$ 67 bilhões). O aumento foi anunciado em Pequim às vésperas do encontro anual do Congresso Nacional do Povo, que começa nesta quarta-feira e vem em meio a críticas do governo norte-americano. Na segunda-feira, o Pentágono divulgou um relatório no qual afirmou que a China não está sendo totalmente transparente a respeito de seus gastos militares. Segundo estimativas do documento, os investimentos dos chineses nas forças armadas no ano passado giraram em estimativas de entre US$ 97 bilhões e US$ 139 bilhões (R$ 164 a 235 bilhões), três a quatro vezes maior que o total de US$ 40 bilhões declarado pelo governo. Política defensiva O porta-voz do Congresso Nacional do Povo Jiang Enzhu defendeu que o aumento no orçamento bélico de 2008 é apenas “compensatório”, pois a maior parte deverá ser usada para pagar correções em salários e cobrir a alta no preço dos combustíveis. “A China persegue uma política de defesa nacional que é de natureza defensiva”, afirmou Jiang. No ano passado Jiang também já havia argumentado que o aumento nos gastos não significava mais compras de armamentos, mas apenas uma correção nos salários e maiores custos com combustíveis. Segundo Jiang, proporcionalmente ao Produto Interno Bruto a China tem menos gastos militares do que os Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia. Em 2007, a China gastou em torno de 1,1% do seu PIB, que foi de US$ 3,4 trilhões. No mesmo ano, os Estados Unidos gastaram US$ 439,3 bilhões de seu PIB de US$ 11,7 trilhões, o equivalente a 3,7%. De acordo com números do governo chinês, entre 1979 e 1989 os investimentos bélicos foram negativos, diminuindo na média 5.83%. Além disso, os aumentos registrados nos últimos anos ficam muito atrás do crescimento econômico do país, argumentam as autoridades chinesas. Entre 2003 e 2007, a arrecadação fiscal cresceu 22,1% a cada ano, enquanto o orçamento militar aumentou cerca de 15,8% na média. “A capacidade militar limitada da China é somente para o propósito de salvaguardar independência, soberania e integridade territorial e não representa uma ameaça a outros países”, ressaltou. Taiwan Entretanto, de acordo com a política da “China Única” apregoada por Pequim, a ilha de Taiwan é considerada parte da China e qualquer movimento de independência justificaria ação militar para manter a soberania do país. Jiang reforçou a disposição chinesa de adotar ações militares afirmando que o presidente taiwanês Chen Shui-bian vai “pagar caro” se continuar a defender planos de independência e de luta por reconhecimento pela Organização das Nações Unidas. Chen deverá sair do poder em breve, pois ainda neste mês Taiwan terá eleições para presidente. Os eleitores da província rebelde também irão participar de um referendo sobre a proposta de candidatura às Nações Unidas, uma idéia defendida pelo partido de Chen. Taiwan fica na costa leste da China e serviu de abrigo para os nacionalistas que foram derrotados pelas tropas de Mao Tsé-Tung em 1949. A ilha funciona, na prática, como um país capitalista independente e até 1971 tinha um assento na ONU, que foi assumido pela China comunista. |
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