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China critica e pede explicações sobre derrubada de satélite | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China pediu aos Estados Unidos que dê mais informações sobre a destruição do satélite espião americano USA 193 por um míssil e demonstrou estar preocupada com as possíveis conseqüências de uma eventual corrida armamentista. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Liu Jianchao, disse nesta quinta-feira que o país vai “continuar a monitorar de perto qualquer mal que possa ser causado pelas ações dos Estados Unidos no espaço a países relevantes”. Os chineses também pediram que os americanos “cumpram seus compromissos internacionais com seriedade e provenham imediatamente à comunidade internacional a informação necessária e os dados relevantes para que outros países possam tomar precauções”. Para os chineses, os americanos de praticam uma política de dois pesos e duas medidas por ter anteriormente criticado um teste semelhante feito por eles. No começo de 2007, a China utilizou um míssil balístico terra-ar de médio alcance para destruir um satélite de previsão do tempo obsoleto, com o claro propósito de testar suas armas espaciais. Segundo o Pentágono, a derrubada era necessária, pois o satélite perdeu o controle logo depois de seu lançamento, em 2006, e carregava 450 kg de hidrazina, um combustível tóxico que poderia colocar em risco vidas humanas se caísse na terra. As autoridades americanas disseram ter acertado e destruído o satélite defeituoso que orbitava 210 km quilômetros acima do Oceano Pacífico. O míssil SM-3 utilizado na operação faz parte do sistema de defesa anti-satélite americano e foi lançado a partir do navio de combate USS Lake Erie, ancorado na costa oeste do Havaí. Os militares tiveram uma breve janela de tempo, de apenas dez segundos, para atingir o alvo, que viajava a uma velocidade de 35 mil km/h. Nesta quinta-feira, os militares vão confirmar se conseguiram destruir o tanque de combustível do satélite, que poderia sobreviver intacto à reentrada na atmosfera. Espera-se que mais da metade dos destroços caiam na Terra em até 15 horas após a colisão, com o restante tardando até 40 dias para voltar ao planeta. Rússia Apesar de os Estados Unidos afirmarem que não se trata de um teste de armas espaciais, a derrubada do satélite gerou, além das críticas da China, a manifestações também da Rússia. A Rússia considerou a operação um pretexto para mostrar uma resposta à demonstração chinesa do ano passado. O Ministério do Exterior russo argumentou que outros satélites já se chocaram contra a Terra anteriormente sem que isso exigisse "medidas extraordinárias". Há pouco mais de uma semana os dois países da Ásia propuseram em Genebra, durante uma conferência da Organização das Nações Unidas, a criação de um tratado de não proliferação de armas espaciais. A idéia foi rejeitada pelos Estados Unidos, que qualificou a construção do acordo como algo “impossível”. |
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