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Putin compara impasse com EUA à Crise dos Mísseis | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira que os planos americanos de construir um sistema antimísseis no Leste Europeu podem levar a uma situação semelhante à Crise dos Mísseis de Cuba, na década de 60. Putin fez a declaração depois de uma reunião de cúpula com líderes europeus, em Portugal, cujo objetivo era fortalecer os laços entre a União Européia e a Rússia, apesar de divergências em questões como direitos humanos e política externa. A Rússia é contra os planos dos Estados Unidos de construir bases para mísseis no Leste Europeu, em países que, antes do fim do comunismo, estavam sob a influência soviética. Quando questionado em Lisboa sobre o assunto, Putin afirmou que a ameaça à fronteira da Rússia é parecida com a que os Estados Unidos enfrentaram durante a década de 60. "Eu lembraria a vocês como as relações estavam se desenvolvendo em uma situação análoga no meio da década de 60", disse Putin. "Ações análogas da União Soviética, quando enviou mísseis a Cuba, provocaram a Crise dos Mísseis de Cuba", acrescentou o presidente russo. "Para nós, tecnologicamente falando, a situação é muito semelhante." Mudança A Crise dos Mísseis de Cuba, durante a Guerra Fria, quase desencadeou um conflito nuclear entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética. O incidente de 1962 teve início quando aviões de espionagem americanos descobriram bases de mísseis soviéticos em Cuba, a pouca distância dos Estados Unidos. A decisão do governo soviético de enviar os mísseis a Cuba foi, na época, vista como uma resposta à expansão dos mísseis americanos na Europa. O incidente só foi encerrado quando o então líder soviético Nikita Khrushchev concordou em desmontar as bases em troca de uma garantia de que Washington não iria atacar Cuba. Em Lisboa, nesta sexta-feira, o presidente russo acrescentou que as tensões atuais ainda não chegaram ao nível atingido durante a crise dos mísseis em Cuba. "Graças a Deus, não temos nenhuma crise de mísseis cubanos agora e isso se deve, acima de tudo, à maneira fundamental como as relações entre Rússia, Estados Unidos e Europa mudaram", disse. |
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