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Rússia ameaça instalar mísseis em enclave na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-primeiro-ministro da Rússia Sergei Ivanov disse nesta terça-feira que o país cogita instalar mísseis no enclave russo de Kaliningrado – entre a Polônia e a Lituânia, ambos países da União Européia – se os Estados Unidos não mudarem seus planos de colocar um escudo de defesa na Europa oriental. Ivanov, visto como um provável sucessor do presidente russo, Vladimir Putin, disse que os Estados Unidos deveriam aceitar as sugestões que Putin fez de que os dois países atuem de forma conjunta no monitoramento de possíveis ataques com mísseis de países hostis. "Se nossas propostas forem aceitas, vai acabar a necessidade de a Rússia instalar novos mísseis na parte européia do país, incluindo na região de Kaliningrado, para neutralizar as ameaças que surgirão se elementos de defesa antimísseis balísticos forem instalados na Polônia e na República Checa", disse ele. A Rússia, que considera os planos americanos nos dois países uma ameaça, já havia ameaçado apontar mísseis para a Europa se os Estados Unidos mudassem o projeto. Resposta “assimétrica” Em um encontro com o presidente George W. Bush neste mês, Putin sugeriu ao americano que os dois países dividissem o uso de um radar no Azerbaijão e uma outra instalação que está sendo construída no sul da Rússia para monitorar ameaças.
Bush descreveu a idéia como "inovadora", mas indicou que os Estados Unidos não desistiriam dos planos de instalar uma estação de radar na República Checa e de uma base de mísseis na Polônia. Os Estados Unidos dizem que esses mísseis não ameaçam a Rússia e sim países que são hostis aos americanos, como o Irã e a Coréia do Norte. "Nós poderíamos criar um sistema de defesa antimísseis que poderia ser capaz de proteger não apenas países da Otan selecionados. Porque, e eu quero que todos saibam isso, de acordo com o plano americano (…), nem de perto todos os países da Otan seriam protegidos por esse sistema. Por outro lado, nossa proposta iria proteger a todos", disse Ivanov. "Se nossas propostas não forem aceitas – e eu não posso descartar isso – a Rússia vai continuar explicando sua posição no tocante a esse assunto de forma persistente e pacientemente." "Mas, ao mesmo tempo nós vamos adotar medidas apropriadas para garantir segurança, nós já as estamos adotando, e uma resposta assimétrica e efetiva foi encontrada. Nós sabemos o que fazer – (garantir) 100% de segurança em qualquer desenvolvimento dos fatos", completou. |
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