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Atualizado às: 15 de março, 2008 - 05h28 GMT (02h28 Brasília)
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Protestos contra domínio chinês deixam 10 mortos no Tibete
Tibetanos e veículos militares em Lhasa em 14 de março
Carro da polícia patrulha um das ruas da capital do Tibet, Lhasa
Pelo menos dez pessoas morreram durante os protestos que ocorreram na sexta-feira contra os mais de 50 anos de domínio chinês no Tibete, segundo informações da agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

De acordo com a agência, os mortos eram “civis inocentes que queimaram até morrer”. Entre os mortos estavam dois funcionários de um hotel e dois comerciantes.

Neste sábado o clima era de calma, depois que manifestantes liderados por monges e forças de segurança entraram em confronto em Lhasa, capital do Tibete.

As autoridades chinesas disseram que vão “reagir com firmeza” caso novos protestos voltem a ocorrer nas próximas horas. Elas ainda negaram que a polícia tenha atirado contra manifestantes que atearam fogo em lojas de proprietários chineses.

De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, Dan Griffiths, um homem teria tentado entrar no prédio da BBC na capital chinesa neste sábado com fitas contendo cenas da violência registrada na sexta-feira, mas foi impedido por guardas chineses.

O correspondente diz não saber para onde o homem foi levado e o que “poderá acontecer com ele”.

Dalai Lama

Os violentos choques da sexta-feira encerraram uma semana inteira de manifestações contra a China. Os protestos têm sido apontados como os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos no Tibete.

Os manifestantes perseguiram chineses que vivem na cidade, acenderam fogueiras para incendiar seus pertences, realizaram saques e queimaram lojas.

De acordo com testemunhas, os manifestantes assumiram o controle do centro velho da cidade de Lhasa.

As autoridades chinesas acusaram o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, de organizar os protestos.

"Houve suficientes sinais que provam que a recente sabotagem em Lhasa foi organizada, premeditada e planejada pelo bando do Dalai", diz uma mensagem do governo regional do Tibete divulgada pela Xinhua.

Um porta-voz do líder espiritual tibetano rebateu a declaração e disse que as acusações são "totalmente infundadas".

Mais cedo, o Dalai Lama divulgou uma mensagem em que manifestou preocupação com os recentes episódios de violência no território.

O líder espiritual, que na Índia lidera o governo tibetano no exílio, pediu que o governo chinês "pare de usar a força e inicie um diálogo com o povo tibetano para minimizar o ressentimento há muito crescente".

"Eu também peço a meus colegas tibetanos que não façam uso da violência", completou o Dalai Lama.

Adesão

Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.

Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão de pessoas comuns.

Outros protestos foram registrados inclusive fora do Tibete – há informações de que centenas de monges realizaram uma marcha na província chinesa de Gansu, e, na Índia, a polícia prendeu cerca de 25 pessoas que tentaram invadir a embaixada chinesa em Déli.

Autoridades de países europeus e em Washington pediram que a China seja tolerante com os manifestantes.

Em um comunicado, Louise Arbour, a alta comissária da ONU para direitos humanos, também pediu a Pequim que "permita que os manifestantes exercitem seu direito de liberdade de expressão e reunião, sem fazer qualquer uso excessivo da força na manutenção da ordem".

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