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Ban Ki-moon pede à China tolerância com o Tibete | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira estar preocupado com a violência no Tibete e pediu que a China seja tolerante com manifestantes que nos últimos dias tem realizado protestos no território. "Estou cada vez mais preocupado com a tensão e os relatos de violência e perdas de vida no Tibete e em outros locais", disse. "Neste momento, faço um apelo às autoridades para que mostrem comedimento e peço a todos os envolvidos que evitem mais confrontos e violência." O secretário fez as declarações depois de um almoço informal com membros do Conselho de Segurança, durante o qual a questão foi abordada. A China, apoiada pela Rússia, alega que a violência no Tibete é uma questão doméstica da China e não deve ser discutida no âmbito do conselho. Defesa chinesa Às 13h desta segunda-feira (horário de Brasília), venceu um prazo do governo chinês para que os manifestantes se entregassem à polícia ou ficassem sujeitos a punições. Em uma coletiva em Pequim, o porta-voz do Ministério do Exterior, Liu Jianchao, afirmou que o governo chinês vai "defender sua soberania nacional e integridade territorial". "Os atos violentos demonstraram a verdadeira natureza do bando do Dalai (Lama, líder espiritual do Tibete)", afirmou. No domingo, o Dalai Lama acusou a China de praticar um "genocídio cultural" no território que anexou em 1959. Em várias cidades do mundo, a segunda-feira foi marcada por protestos contra a China pela repressão aos protestos tibetanos. Na Alemanha, segundo a agência de notícias Associated Press, 26 manifestantes foram presos durante um protesto em frente ao consulado chinês em Munique. A agência Reuters também informou que estudantes tibetanos fizeram uma vigília com velas em Pequim. Os manifestantes diziam que estavam rezando pelos mortos nos protestos. Repressão Em Londres, manifestantes se reuniram em frente à embaixada chinesa com faixas e cartazes e chegaram a atirar paus, tomates e ovos na fachada do prédio, de acordo com a Reuters. Em uma coletiva, o ministro do exterior britânico, David Miliband, disse que espera que a China tenha aprendido a "lição" dos "eventos trágicos dos últimos dias, de que um diálogo sério é a única forma de avançar". O governo tibetano no exílio disse que pelo menos 80 manifestantes foram mortos em confrontos com tropas chinesas em Lhasa, a capital tibetana. Um porta-voz, Tenzin Takhla, disse que as forças chinesas retomaram o controle sobre a cidade e que estava impossível realizar novas manifestações. Um residente de Lhasa disse à BBC no domingo que havia uma forte presença policial nas ruas, mas que havia sinais de que a cidade estava voltando ao normal. "As escolas reabriram e as pessoas estão indo às aulas, mas as lojas continuam fechadas, muitas foram avariadas e queimadas", disse. |
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