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Atualizado às: 22 de março, 2008 - 06h56 GMT (03h56 Brasília)
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China publica lista de procurados por protestos no Tibete
Policiais chineses na província de Sichuan
Tropas chinesas isolaram diversas cidades em repressão a protestos
O governo da China divulgou uma lista de 21 pessoas procuradas por suposta participação nos protestos contra o domínio chinês no Tibete. Fotos dos suspeitos foram publicadas na internet.

Na edição deste sábado, o jornal oficial People´s Daily afirma que os responsáveis pelos protestos serão severamente punidos.

"A China deve reprimir com determinação a conspiração de sabotagem e destruir as 'forças pela independência do Tibete'", diz o jornal em um editorial.

As autoridades chinesas oferecem recompensa e garantem sigilo para quem ajudar a capturar os suspeitos.

Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, dois dos 21 suspeitos já foram presos e um terceiro se entregou.

Repressão

Os protestos foram iniciados no dia 10 na capital tibetana, Lhasa, e posteriormente se espalharam para fora do Tibete, atingindo províncias vizinhas na China onde há forte presença de moradores de origem tibetana.

A China tem reprimido os protestos com força. As informações sobre o número de mortos nos protestos são desencontradas.

Segundo o governo chinês, 18 civis e um policial morreram e centenas de pessoas ficaram feridas durante as manifestações em Lhasa.

No entanto, tibetanos no exílio afirmam que pelo menos 99 pessoas foram mortas pelas forças de segurança chinesas.

Na repressão aos protestos, as tropas chinesas isolaram diversas cidades. O governo também proibiu a presença de jornalistas nas áreas afetadas pelas manifestações.

Na quinta-feira, a China admitiu pela primeira vez ter atirado contra manifestantes.

A polícia chinesa afirmou ter atirado “em legítima defesa” contra manifestantes na província de Aba, o mesmo local onde ativistas tibetanos disseram que oito pessoas foram mortas durante protestos perto do mosteiro de Kirti.

Dalai Lama

O governo chinês tem ignorado os apelos internacionais por diálogo com o líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, que vive exilado em Dharamsala, na Índia.

A China acusa o Dalai Lama - que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1989 por sua oposição ao uso de violência na busca pela autonomia do Tibete - de incitar a violência em uma tentativa de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim e de promover a independência do Tibete.

O Dalai Lama nega as acusações e afirma que busca a autonomia - e não a independência - do Tibete.

Nesta sexta-feira, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, teve um encontro com o Dalai Lama e pediu à comunidade internacional que critique a dominação da China sobre o Tibete.

Pelosi, que ocupa o segundo cargo na linha de sucessão presidencial nos Estados Unidos, atrás apenas do vice-presidente, pediu também a abertura de uma investigação independente sobre a acusação da China de que o Dalai Lama estaria incitando os protestos.

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