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Sarkozy criticou Colômbia por morte de Reyes, diz jornal francês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que a morte do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, por militares colombianos no último sábado “é um erro, um golpe muito duro para o processo de paz e para as negociações que visam a libertação dos reféns”, escreve o jornal Le Parisien desta quinta-feira. De acordo com o jornal, Sarkozy teria feito essas declarações durante a reunião do conselho de ministros na quarta-feira, na qual, afirma o Le Parisien, Sarkozy, diante dos membros do governo, “não teria medido palavras para criticar o ocorrido”. Esses comentários durante a reunião ministerial não foram transmitidos pelo porta-voz do governo, Laurent Wauquiez, “para não envenenar ainda mais a situação já tensa entre Alvaro Uribe (presidente da Colômbia) e os presidentes da Venezuela e do Equador”, diz o Le Parisien. Oficialmente, o governo francês até o momento não condenou explicitamente a Colômbia por ter violado o território do Equador na operação militar, apenas declarou que a “França considera importante o respeito da soberania dos Estados de acordo com os princípios do direito internacional”. Mas segundo o jornal Le Parisien, na reunião do conselho de ministros da quarta-feira, o presidente Sarkozy “se irritou contra o governo colombiano”. “Reyes era um interlocutor essencial para nós. Tínhamos esperanças de atingir nossos objetivos e obter rapidamente a libertação de Ingrid Betancourt. Mais uma vez, vamos ter de recomeçar do zero tudo de novo”, teria dito o presidente francês durante a reunião ministerial, escreve o Le Parisien. De acordo com a publicação, Sarkozy voltou a abordar novamente o assunto durante a reunião e justificou as ações realizadas desde sua eleição, em maio de 2007. “Tive razão de convidar o presidente Hugo Chávez a Paris (em novembro do ano passado). Graças a ele e à nossa mediação, seis reféns das Farc já puderam ser libertados. Já é um bom começo”, disse Sarkozy, segundo o Le Parisien. Na quarta-feira, Sarkozy e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tiveram uma conversa por telefone. De acordo com o porta-voz da presidência francesa, os dois líderes expressaram seu desejo de que “os recentes acontecimentos não entravem o processo de libertação dos reféns” das Farc. Diante do aumento das tensões na região, Sarkozy também reiterou na conversa com Chávez seu pedido “para que todos os países envolvidos “atuem com moderação e responsabilidade para que o caminho do diálogo seja rapidamente reestabelecido”, disse o porta-voz da presidência francesa. |
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