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Atualizado às: 05 de março, 2008 - 19h56 GMT (16h56 Brasília)
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Colômbia e Equador fecham acordo sobre resolução na OEA
O embaixador da Colômbia na OEA, Camilo Ospina, conversa com outros diplomatas na OEA
Resolução não condena Colômbia por incursão militar
Colômbia e Equador chegaram nesta quarta-feira a um acordo para uma resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a incursão de forças colombianas em território equatoriano no último sábado para bombardear um acampamento de rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O documento, aprovado por unanimidade, não prevê uma condenação à Colômbia, mas reconhece que as forças colombianas violaram a soberania territorial do Equador.

A resolução prevê que a Colômbia aceite o envio de uma comissão da OEA a ambos os países para analisar o episódio.

“Os fatos têm uma causa e essa comissão terá que encarar a causa por completo. Dessa forma, é claro que os princípios do direito internacional têm uma complexidade bastante abrangente e devem garantir a sobrevivência e a vida decente dos dois lados da fronteira”, disse o embaixador da Colômbia na OEA, Camilo Ospina.

A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, elogiou o trabalho da OEA. “Meu país se sente profundamente satisfeito porque, em todas as suas intervenções, os delegados (da OEA) expressaram sua solidariedade com o Equador e com sua rejeição da incursão das Forças Armadas colombianas em território equatoriano”, disse.

As conclusões e recomendações da comissão para ajudar a resolver a crise diplomática devem ser apresentadas em uma reunião dos chanceleres da OEA convocada para o dia 17 de março.

Lula

Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a resolução aprovada pela OEA foi “madura” e disse que a formação da comissão da OEA é um passo importante para resolver o conflito.

“Acredito que é importante porque vamos aprendendo também que, por mais soberano que seja um país, é soberano em seu território e não no território de outros”, disse.

 Eu, como presidente do Brasil, fico pedindo para Deus que logo se restabeleça a harmonia entre a Colômbia e o Equador, que é tudo o que nós precisamos.
Luiz Inácio Lula da Silva

“Se a gente permite que isso (violação territorial) continue acontecendo, sem que haja uma ação conjunta de todos os países, amanhã qualquer fronteira pode ser violada. E as pessoas acham que não precisam dar explicação.”

“Eu, como presidente do Brasil, fico pedindo para Deus que logo se restabeleça a harmonia entre a Colômbia e o Equador, que é tudo o que nós precisamos.”

Lula recebeu nesta quarta-feira a visita do presidente do Equador, Rafael Correa, que havia cobrado uma decisão rápida da OEA.

Chávez e Sarkozy

O acordo entre Equador e Colômbia foi alcançado no segundo dia de uma reunião extraordinária da OEA em Washington, depois que a Venezuela anunciou que estava enviando para a fronteira com a Colômbia cerca de oito mil soldados.

Em um evento público em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou ter conversado por o presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre a crise diplomática e dito a ele que está comprometido com a paz.

"Eu disse que somos um povo e uma nação pacíficos, queremos paz, e nada nem ninguém vai nos desviar do caminho da verdadeira paz", disse.

Ligação telefônica

Uma rádio colombiana informou nesta quarta-feira que uma chamada telefônica de Chávez foi o que permitiu às forças colombianas localizar Raúl Reyes no Equador.

Segundo a reportagem da Rádio Cadena Nacional (RCN), reproduzida pelo jornal venezuelano El Universal, a ligação ocorreu no dia 27 de fevereiro, quando as Farc libertaram quatro ex-congressistas colombianos que mantinham como reféns.

Ao citar fontes militares colombianas, a RCN disse que Chávez ficou emocionado com a libertação dos reféns e ligou para Reyes para dizer que tudo havia corrido bem.

A chamada foi interceptada pelos serviços de inteligência colombianos, que localizaram o comandante das Farc, abrindo caminho para o ataque.

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