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Atualizado às: 02 de março, 2008 - 21h13 GMT (18h13 Brasília)
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Chávez envia tanques para a fronteira com a Colômbia
Hugo Chávez
Chávez está mediando as negociações para libertação de reféns das Farc
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou o envio de milhares de soldados e tanques para a fronteira com a Colômbia, depois de uma ação militar colombiana do lado equatoriano da fronteira que resultou na morte de um dos líderes da Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

No sábado o porta-voz das Farc, Raúl Reyes, considerado o número 2 da guerrilha, morreu ao lado de ao menos outros 16 guerrilheiros após o Exército colombiano bombardear uma área onde eles se encontravam.

Além dos soldados e tanques, o presidente venezuelano também colocou a Força Aérea do país de prontidão.

Chávez se dirigiu ao seu ministro da Defesa pedindo que ele "enviasse dez batalhões para a fronteira com a Colômbia, imediatamente".

Falando em seu programa semanal de televisão, Chávez afirmou que a embaixada da Venezuela na Colômbia seria fechada e seus funcionários seriam retirados de Bogotá.

Chávez tem negociado com as Farc a libertação de reféns mantidos pela guerrilha. Desde o início do ano, seis reféns importantes já foram libertados, entre os mais de 40 que a guerrilha considera passíveis de uma troca por guerrilheiros presos com o governo colombiano.

'Assassinato'

Chávez afirmou que a morte de Raul Reyes foi um "assassinato covarde, planejado friamente".

O presidente venezuelano afirmou que a Colômbia "invadiu o Equador, violando a soberania do Equador".

O Equador, por sua vez, protestou contra a incursão colombiana e convocou de volta a Quito o seu embaixador em Bogotá.

Chávez advertiu a Colômbia de que uma operação semelhante contra as Farc dentro da Venezuela poderia provocar uma guerra entre os países.

"Não pense em fazer isso aqui, porque isso poderia ser sério, poderia ser razão para uma guerra", advertiu Chávez.

A morte de Raúl Reyes foi classificada pelo ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, como "o maior golpe até hoje contra as Farc".

Camiseta de manifestantes contra as FarcGuerrilha
Jornada mundial de protestos reúne milhares contra Farc.
Análise
Libertação de reféns é causa para pouco otimismo.
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