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Atualizado às: 04 de fevereiro, 2008 - 19h07 GMT (17h07 Brasília)
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Protestos reúnem milhares contra as Farc

Camiseta de manifestantes contra as Farc
O movimento começou com uma campanha pela internet
Milhares de pessoas participaram nesta segunda-feira de uma série de protestos nas ruas de 125 cidades do mundo contra as ações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a principal guerrilha colombiana.

Com o lema "Não mais mentiras, não mais seqüestros, não mais Farc", a marcha convocada por um grupo de jovens por meio do site de relacionamentos Facebook causou polêmica.

Algumas organizações sociais colombianas afirmam que a manifestação deveria ser contra todos os grupos violentos do país, incluindo os paramilitares.

As principais associações de direitos humanos da Colômbia e os familiares dos seqüestrados, entre eles os parentes dos três novos reféns que as Farc anunciaram que serão libertados, se negaram a participar da manifestação, argumentando que a iniciativa foi politizada.

Os protestos contam com o apoio do presidente colombiano Álvaro Uribe. De acordo com os organizadores, as manifestações foram realizadas em 45 cidades da Colômbia e reuniram 1 milhão de pessoas em todo o país.

Venezuela

Em Caracas, uma das capitais que se uniu à jornada mundial de protestos, a manifestação reuniu cerca de 400 pessoas e também assumiu um caráter político.

Os principais organizadores da manifestação pertencem a setores da oposição ao governo do presidente Hugo Chávez.

Vestidos com camisetas brancas e levando bandeiras com as frases "Sim à liberdade, à vida, não mais Farc", os dirigentes do movimento estudantil opositor assumiram os discursos contra a guerrilha e também contra a decisão do governo venezuelano de mediar o conflito.

Manifestantes contra as Farc também foram às ruas em Paris
Manifestantes contra as Farc também foram às ruas em Paris

"O povo venezuelano tem que ser solidário com os povos, não com os terroristas latino-americanos", discursou o dirigente estudantil Yon Goicochea.

Colômbia e Venezuela compartilham mais de 2 mil quilômetros de fronteira. Em mais de cinco décadas do conflito colombiano, milhões de imigrantes e centenas de refugiados cruzaram a fronteira para o lado venezuelano.

"Não estou de acordo com o terrorismo das Farc, queremos paz para nós e para os colombianos", disse à BBC Brasil a manifestante Rosa Hernandez.

Novas libertações

As manifestações se realizaram em meio a um novo anúncio das Farc, que prometeram libertar os ex-congressistas colombianos Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, seqüestrados em 2001.

Eles devem ser entregues ao presidente venezuelano Hugo Chávez e à senadora colombiana Piedad Córdoba, ou a "quem eles indicarem", de acordo com as Farc.

Os congressistas fazem parte do grupo de 43 reféns que as Farc consideram passíveis de troca, e que inclui a ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt.

O governo da Venezuela já deu início à gestão de libertação dos reféns que poderia repetir a mesma estratégia utilizada em janeiro, quando foram libertadas Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo.

Crise diplomática

Por meio de um comunicado emitido na noite de domingo, o governo de Chávez descreveu o anúncio das novas libertações como um gesto de "boa vontade" da guerrilha.

"Toda a Venezuela valoriza o fato de que as Farc continuem motivadas para alcançar um acordo humanitário que constitui um passo firme e definitivo para a paz na Colômbia e em toda a região", diz o comunicado.

O governo da Colômbia já deu o aval para a realização do resgate e disse que dará todas as garantias para que uma operação humanitária coordenada por Chávez liberte os três ex-congressistas.

Ainda sem data marcada, o resgate poderá ocorrer em meio à pior crise diplomática entre os governos da Venezuela e da Colômbia.

No domingo, Chávez disse que o governo colombiano estaria preparando uma agressão militar contra a Venezuela, razão pela qual as tropas venezuelanas já estariam em alerta.

O líder venezuelano afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega argentina, Cristina Kirchner, "estão preocupados".

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