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EUA condenam líder das Farc a 60 anos de prisão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O rebelde colombiano Ricardo Palmera, conhecido como "Simón Trinidad", um dos principais líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi sentenciado nesta segunda-feira, nos Estados Unidos, a 60 anos de prisão por conspirar para o seqüestro de três cidadãos americanos. Trinidad, de 57 anos, havia sido condenado pelo crime em julho do ano passado. Nesta segunda-feira, o juiz Royce Lamberth, de Washington, determinou a sentença. A promotoria não pode pedir a prisão perpétua, prevista nesse tipo de crime, devido ao tratado que permitiu a extradição de Trinidad em 2004, depois de ter sido capturado no Equador. Trinidad é o mais importante líder do grupo rebelde já capturado nos 40 anos de conflito entre a guerrilha e o governo colombiano. Diversas vezes as Farc pediram a libertação de Trinidad em troca de reféns "importantes" em poder da guerrilha. Nesse grupo de reféns estão os três civis americanos em cujo seqüestro Trinidad é acusado de envolvimento. Seqüestro O seqüestro ocorreu em 2003, no sul da Colômbia. Os três americanos, Marc Gonsalves, Keith Stansell and Thomas Howes, trabalhavam para a empresa de defesa Northrop Grumman em missões de vigilância anti-drogas e foram capturados quando o avião em que viajavam caiu em uma área controlada pela guerrilha. Os americanos ainda permanecem em poder das Farc. Em novembro do ano passado, eles apareceram em um vídeo divulgado pelo governo colombiano, que trazia imagens de 16 reféns do grupo rebelde. Durante o processo judicial nos Estados Unidos, Trinidad admitiu ter atuado como negociador das Farc, mas negou ter visto os reféns ou participado pessoalmente do seqüestro. No entanto, o réu justificou o seqüestro como uma tática militar legítima e comparou as quatro décadas de conflito na Colômbia com a guerra civil americana. Trinidad também responde a outro julgamento por atividades ligadas ao narcotráfico. Esse julgamento está parado porque os jurados consideraram que governo americano não forneceu provas suficientes da participação de Trinidad nessas atividades. |
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