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Uribe reforça em Davos proposta de zona de encontro com Farc | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reafirmou nesta quinta-feira sua oferta de criar uma "zona de encontro" neutra em território colombiano para discutir com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) um possível acordo para a libertação de reféns. Uribe disse que, se for criada essa zona, sem a presença do Exército ou da guerrilha, a Colômbia aceitaria a presença de observadores internacionais para acompanhar as negociações. Diante de uma pergunta da BBC Brasil sobre as ofertas já feitas pelo governo brasileiro de ajuda nas negociações com os rebeldes, Uribe evitou dizer se aceita esse tipo de assistência do Brasil. "Temos um diálogo muito bom com o governo do presidente Lula, e seguiremos com esse diálogo", afirmou. O presidente colombiano acrescentou que "qualquer conselho" do governo do Brasil nas negociações é bem-vindo, mas lembrou que já existe um canal para mediação, formado pela Igreja Católica e dois representantes de um grupo formado por França, Espanha e Suíça. Para Uribe, "governos como o brasileiro respaldam as gestões com a Igreja Católica e com os dois representantes europeus". Chávez O mandatário colombiano também foi questionado sobre os contatos do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com as Farc, que teriam permitido a libertação das reféns Clara Rojas e Consuelo González neste mês. Uribe se limitou a dizer que qualquer "libertação unilateral de reféns" pela guerrilha é "bem-vinda". As afirmações do presidente foram feitas durante uma entrevista coletiva em Davos, na Suíça, onde ele participa do Fórum Econômico Mundial. Antes de ir a Davos, Uribe passou por França, Espanha e pela maior cidade da Suíça, Zurique, para discutir com as autoridades locais os esforços para concretizar o acordo humanitário para libertar os reféns ou para que eles recebam atendimento médico da Cruz Vermelha. O colombiano, que está em Davos para tentar atrair investimentos estrangeiros ao seu país, é o único presidente latino-americano presente na edição deste ano do Fórum Econômico Mundial. |
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