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Colômbia rejeita proposta de Chávez de reconhecer Farc | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Colômbia descartou com veemência a proposta de reconhecimento dos grupos rebeldes do país feita pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. "Todos os grupos violentos da Colômbia são terroristas", disse um comunicado lido pelo porta-voz do presidente Álvaro Uribe, Cesar Mauricio Velásquez, nesta sexta-feira. "Terroristas são as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), os paramilitares em processo de desmantelamento. São terroristas por atentar contra uma democracia respeitável e por seus métodos de extermínio da humanidade." Mais cedo, Chávez disse que as Farc têm um "projeto político" respeitável e pediu que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, governos do continente e a União Européia retirem o grupo guerrilheiro da lista dos considerados terroristas. Falando um dia depois da libertação das reféns Clara Rojas e Consuelo González, que ficaram em poder do grupo durante seis anos, Chavéz disse que "as Farc e o ELN não são grupos terroristas. São verdadeiros exércitos, que ocupam espaços na Colômbia”. "Há que se dar o reconhecimento (...). São forças insurgentes que têm um projeto político, bolivariano, que aqui é respeitado", afirmou Chávez, durante uma sessão extraordinária realizada na Assembléia Nacional, transmitida em cadeia nacional. O presidente venezuelano argumentou que a qualificação das Farc como grupo terrorista se deve a pressões do governo dos Estados Unidos. 'Oferta de paz' "O governo da Colômbia, com suas Forças Armadas e sua Constituição, continuará a luta até derrotar estes grupos terroristas que receberam as mais generosas ofertas de paz, como demonstra o tratamento cheio de solidariedade a 46 mil desmobilizados", afirmou a nota oficial. "Os grupos violentos da Colômbia são terroristas porque a única coisa que produziram para o país foi deslocamento (de refugiados), dor, desemprego e pobreza", disse a declaração do governo colombiano. Observadores acreditam que a operação para a libertação de reféns das Farc pode distanciar ainda mais Colômbia e Venezuela. Embora Uribe tenha agradecido o papel de Chávez no caso, o colaborador da BBC Mundo em Bogotá, Hernando Salazar, assinalou que o governo colombiano não deu sinais de querer reavivar o papel de mediador do presidente venezuelano. |
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