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Ex-reféns das Farc chegam à Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As duas ex-reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, libertadas nesta quinta-feira, chegaram nesta quinta-feira à Venezuela, onde reencontrarão seus familiares após seis anos de cativeiro na selva colombiana. Clara e Consuelo chegaram de helicóptero ao aeroporto da cidade venezuelana de Santo Domingo às 13h40, hora local (16h10 em Brasília) e caminharam abraçadas com a equipe de resgate em direção ao avião que as levará ao aeroporto internacional em Caracas, onde os familiares as aguardam. Imagens transmitidas pelo canal estatal Telesur, mostraram também o momento em que um pequeno grupo de guerrilheiros entregou Clara Rojas e Consuelo Perdomo a uma comitiva levada de helicópteros militares venezuelanos a um local ainda desconhecido da selva colombiana. As imagens mostram as duas mulheres sorridentes, um pouco abatidas, que choraram ao serem abraçadas pela senadora colombiana Piedad Córdoba. Logo depois, o ministro venezuelano, Ramon Rodríguez Chacín, passou a Clara o telefone celular para que ela conversasse com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Sorridente, Clara agradeceu a Chávez o esforço realizado para libertar-las. “Agradeço tudo o que nos fez, muito obrigada”. Foi o presidente da Venezuela que havia, antes, confirmado que as duas reféns haviam sido libertadas. "Saudei a um membro das Farc, saudei a Clara e Consuelo, que estão em boas condições", disse Chávez. Família Os familiares de Clara e Consuelo, que chegaram a Caracas no dia 27 de dezembro, aguardam em um hotel a chegada do avião que transporta as duas colombianas libertadas. Por meio dos jornalistas, a mãe de Clara, Clara González de Rojas, enviou um recado emocionado de boas-vindas à filha de 44 anos, seqüestrada em 2002. "Bem-vinda filha da minha alma, bem-vinda filha do meu coração." As filhas de Consuelo González de Perdomo dizem estar ansiosas por reencontrar a mãe de 57 anos, seqüestrada em dezembro de 2001. "Estamos muito, muito felizes. Espero que esta felicidade chegue a todos os familiares dos seqüestrados da Colômbia (...) Estamos contando os segundos para encontrá-la", disse sorridente Maria Fernanda Perdomo. A outra filha de Consuelo, Patricia Perdomo, disse que continuará trabalhando para libertar aos outros reféns que ainda estão em poder das Farc. "Vamos continuar lutando para que todos os reféns sejam libertados. Esse é só o primeiro passo", disse Patricia Perdomo a jornalistas em Caracas. Retirada militar O ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, disse estar satisfeito com a libertação das reféns e disse que cumprirá ao "pé da letra" a promessa de cessar-fogo na área em que foram libertadas as reféns. "Não haverá nenhum tipo de operação até as seis da tarde", afirmou. Santos disse que o método em que foram libertadas Clara e Consuelo é uma mostra de que não há necessidade de uma retirada militar para que novos reféns sejam colocados em liberdade. A retirada militar é a principal reivindicação das Farc para dar continuidade ao acordo humanitário com o governo, no qual se prevê a libertação de pelo menos 45 seqüestrados em troca de 500 guerrilheiros presos. Brasil O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que participou da comissão internacional que viajou à Venezuela há duas semanas para acompanhar a primeira tentativa de entrega das reféns, disse em Brasília que o governo brasileiro estava “muito satisfeito com o êxito da operação”. “O presidente Lula está muito satisfeito. O ministro de Relações Exteriores (Celso Amorim) também está muito satisfeito por ter contribuído”, disse Garcia. Ele também disse que queria expressar o apreço dos governo da Venezuela e da Colômbia, “que, a despeito de todos os incidentes, que não foram poucos, de todos os desentendimentos que existiram, enfim, de todos os problemas que são normais numa operação desta características, puseram mais alto os valores humanitários”, afirmou o assessor presidencial. |
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