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Atualizado às: 09 de janeiro, 2008 - 22h49 GMT (20h49 Brasília)
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Chávez diz ter coordenadas das Farc para libertar reféns

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Chávez pediu autorização do governo da Colômbia para agir
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quarta-feira ter recebido as coordenadas do local em que serão libertadas duas reféns que estão em poder do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Recebemos nesta manhã do comando das Farc as coordenadas onde se encontram Clara (Rojas) e Consuelo (Perdomo), porque Emmanuel (filho de Clara) felizmente já está bem", anunciou Chávez durante um ato público com atletas em Caracas.

O presidente venezuelano enviou um novo pedido de autorização ao governo da Colômbia para reativar a operação de resgate que teve sua primeira tentativa frustrada.

"Enviamos uma comunicação formal para o governo da Colômbia e oxalá amanhã logo cedo os helicópteros venezuelanos junto com a Cruz Vermelha estejam em um determinado lugar em Guaviare, no território colombiano", disse. "Tomara que Clara e Consuelo estejam livres nas próximas horas".

Imediatamente após o anúncio de Chávez, o governo da Colômbia autorizou a operação que deverá ser coordenada pelo governo da Venezuela com o apoio da Cruz Vermelha Internacional.

"Esperamos que essa operação ocorra da maneira mais rápida e bem sucedida. Oferecemos todas as garantias. Estamos em comunicação permanente com o governo da Venezuela e a Cruz Vermelha", afirmou Luis Carlos Restrepo, alto comissário para a paz na Colômbia.

"Nós vamos participar desta operação humanitária anunciada por Chávez e aprovada pelo governo da Colômbia”, disse Yves Heller, porta-voz da Cruz Vermelha Internacional, em Bogotá.

Família

"Estamos bastante contentes em saber que, se Deus quiser, amanhã Clarita e minha mãe poderão estar livres novamente, depois de tanto tempo”, disse Patricia Perdomo, filha da ex-congressista Consuelo, ao canal de televisão estatal.

Patricia chegou a Caracas acompanhada da sua irmã, Maria Fernanda, no dia 27 de dezembro, quando ainda mantinham esperanças de que as reféns fossem libertadas antes do ano novo.

"Nos disseram hoje, um pouquinho antes (de que Chávez anunciasse), que já estava tudo pronto para que amanhã seja o grande dia”, disse.

Se concretizado o resgate, será a primeira vez na história do conflito colombiano que as Farc libertam de maneira incondicional e unilateral um grupo de reféns.

Resgate frustrado

A primeira missão de resgate foi adiada pelas Farc no dia 31. Os rebeldes acusaram o governo colombiano de realizar uma nova ofensiva militar na selva colombiana, fato que teria impedido a libertação das reféns.

Pouco tempo depois, à partir de uma hipótese levantada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, veio à tona a informação de que Emmanuel, filho de Clara, já não estava em cativeiro e sim internado em um orfanato em Bogotá.

A hipótese de Uribe foi confirmada por meio de um exame de DNA e logo depois confirmada pelos guerrilheiros: Emmanuel já não estava em poder das Farc.

Nesta quarta-feira o anúncio do segundo exame de DNA, realizado em Santiago de Compostela, na Espanha, coloca um ponto final sobre a questão da identidade da criança encontrada no orfanato.

Emmanuel, nascido em cativeiro há pouco mais de três anos, havia sido entregue pelas Farc a uma família de camponeses em Guaviare e logo depois teria sido levado para o Instituto de Bem-Estar Familiar na capital colombiana.

Diplomacia afetada

A missão de resgate dos reféns também provocou um mal-estar diplomático entre o governo da Colômbia e os países membros da comissão internacional humanitária, que acompanhou a primeira tentativa de recuperá-los.

O chanceler da Colômbia, Fernando Araújo, afirmou na terça-feira que a comissão internacional colocou em dúvida as informações provenientes do governo da Colômbia, admitindo apenas como "reais as mentiras das Farc".

Na ocasião, integraram a comissão internacional o assessor especial da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner e representantes dos governos de Cuba, Equador, Bolívia, França e Suíça.

Marco Aurélio Garcia negou simpatizar com as Farc e afirmou à BBC Brasil que a comissão assumiu uma posição "neutra".

Em dezembro, as Farc anunciaram que entregariam os reféns como um "ato de desagravo" ao presidente Chávez e aos familiares dos reféns, em resposta à decisão de Uribe de terminar com a mediação do presidente venezuelano no acordo humanitário entre os rebeldes e o governo da Colômbia.

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