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Colômbia rejeitará comissões internacionais

Fernando Araújo, ministro das Relações Exteriores da Colômbia
Fernando Araújo: não há "confiança" para negociar com Farc
O governo da Colômbia anunciou nesta segunda-feira que não aceitará a participação de novas comissões internacionais humanitárias em seu território, como a que participou no final do ano da frustrada operação de resgate de três reféns do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O chanceler colombiano, Fernando Araújo, explicou que a decisão foi tomada devido à falta de credibilidade dada à posição do governo de Álvaro Uribe durante a operação de resgate que tinha como base a cidade de Villavicencio, a 95 km da capital, Bogotá.

"Esta comissão que veio à Villavicencio, em um ato de transparência e abertura do governo colombiano, chegou com um discurso muito carregado contra o governo e muito favorável às Farc", disse Araújo.

Na ocasião, integraram a comissão internacional o assessor especial da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner e representantes dos governos de Cuba, Equador, Bolívia, França e Suíça.

O chanceler colombiano afirmou que a comissão internacional colocou em dúvida as informações provenientes do governo da Colômbia, admitindo apenas como "reais as mentiras das Farc".

Araújo disse que nessas condições, as comissões internacionais que, a seu ver, "não conhecem os problemas da Colômbia, nem das Farc", servem apenas para criar um cenário favorável para a guerrilha junto à comunidade internacional.

"Acreditamos que devemos cortar isso pela raíz e não devemos seguir permitindo", disse o chanceler colombiano.

Resgate frustrado

No dia 31 de dezembro, o grupo rebelde afirmou que não poderia colocar em liberdade os reféns Clara Rojas, ex-assessora da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt (também seqüestrada), seu filho Emmanuel e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, devido à ofensiva militar realizada pelo governo na selva colombiana.

No entanto, na semana passada foi descoberto por meio de um exame de DNA que as Farc não tinham em seu poder o menino Emmanuel, que foi encontrado em um orfanato em Bogotá. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, considera que, por esta razão, as Farc atrasaram a entrega dos reféns.

A acusação da ofensiva militar também foi confirmada pelo Exército da Colômbia, que admitiu ter matado um guerrilheiro no dia 31, em um dos locais em que poderia ser realizada a entrega dos reféns.

Desde então, a libertação das duas reféns, Clara e Consuelo, se complicou. O grupo rebelde prometeu cumprir a promessa feita ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de libertá-las. Seria a primeira vez na história do conflito colombiano que as Farc decidem de maneira unitaleral colocar em liberdade um grupo de reféns.

Por outro lado, o ministro colombiano de Interior e Justiça, Carlos Holguín Sardi, disse que "não há confiança" nas Farc para que se dê continuidade ao processo de entrega dos reféns.

"Não se pode negociar com mentirosos", disse, nesta segunda-feira, Holguín Sardi.

Chávez, que coordenou a frustrada operação de resgate, disse no domingo que continua esperando um novo contato das Farc para colocar em liberdade as duas reféns, mas não mencionou, como em ocasiões anteriores, se desta vez poderia utilizar métodos clandestinos para realizar o resgate.

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