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Atualizado às: 25 de novembro, 2007 - 22h58 GMT (20h58 Brasília)
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Chávez 'congela' relações com Colômbia e ataca Uribe
Hugo Chávez, presidente da Venezuela
Chávez diz ter-se sentido desrespeitado pelo afastamento
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou em cadeia nacional no domingo que as relações com a Colômbia estão "no congelador" e rotulou o presidente colombiano de "mentiroso" e "cínico".

Em um duro discurso contra o presidente Álvaro Uribe, Chávez admitiu ter se sentido desrespeitado pela decisão do governo colombiano de afastá-lo por meio de uma nota, na semana passada, das negociações pela libertação de reféns do grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (as Farc).

"Perdi toda a confiança em qualquer um do governo da Colômbia. Não acredito em ninguém, absolutamente ninguém. O que o presidente colombiano fez foi dar uma cusparada brutal no nosso rosto", discursou.

Em resposta, Uribe disse que Chávez quer que a Colômbia se transforme em "vítima do governo terrorista das Farc".

Há meses, Chávez vinha atuando como mediador em negociações que, segundo o presidente venezuelano, estavam bem encaminhadas.

"Já tínhamos encontrado uma forma para chegar ao acordo humanitário. Estou muito seguro de que conseguiria lográ-lo, e meio mundo nos apoiava, organizações internacionais, governos da América Latina, da França, a União Européia, China", disse Chávez.

Troca de acusações

Ao afastar Chávez, Uribe alegou que o presidente venezuelano desrespeitou um acordo entre os dois segundo o qual ele não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar.

Chávez nega que o acordo existisse e, por sua vez, atribuiu o seu afastamento à pressão americana e da elite colombiana sobre o presidente Uribe.

Com a decisão de congelar relações com os vizinhos colombianos, Chávez pode criar graves problemas para os dois países, que são importantes parceiros comerciais.

A decisão de encerrar o processo de mediação foi tomada apenas dois dias depois de o governo colombiano ter anunciado que daria prazo até 31 de dezembro para que os esforços de Chávez tivessem resultados.

Desde agosto, Chávez vinha atuando como mediador entre o governo da Colômbia e as Farc para libertar 45 reféns em troca da liberdade de cerca de 500 guerrilheiros que estão presos.

Entre os reféns das Farc está a senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt. Na terça-feira, em visita à França, Chávez disse que as Farc haviam prometido enviar até o final do ano uma prova de que a refém estava viva.

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