|
Protesto contra reforma acaba em tiroteio em Caracas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos oito pessoas ficaram feridas, duas delas baleadas, em um incidente ocorrido no campus da Universidade Central da Venezuela, em Caracas, nesta quarta-feira. Segundo relatos de testemunhas, homens encapuzados abriram fogo contra estudantes que voltavam de um protesto pacífico no centro da cidade contra a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez. Os tiros provocaram confusão e correria entre os estudantes. Uma testemunha disse à agência de notícias Reuters que, depois dos primeiros disparos, apoiadores do presidente passaram pela região em motocicletas, atirando para o alto. Policiais foram enviados para o trajeto da protesto para evitar confrontos entre apoiadores de Chávez e manifestantes. O campus da universidade, que é considerada um centro de oposição ao governo de Chávez, também foi cercado pela polícia. Marcha Os estudantes haviam participado de uma marcha que reuniu milhares de pessoas no centro de Caracas, até a sede do Tribunal Supremo de Justiça, onde os manifestantes entregaram um documento em que pedem o adiamento do referendo para aprovar a reforma constitucional, marcado para 2 de dezembro. A reforma foi aprovada pela Assembléia Nacional da Venezuela na semana passada e agora vai ser votada em um referendo popular. Entre as mudanças mais polêmicas está o fim do limite no número de vezes que o presidente pode ser reeleito. A Constituição vigente prevê apenas uma reeleição direta, com um período de seis anos para cada mandato. Outros artigos propõem a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias, o fim da autonomia do Banco Central, a inclusão do "poder popular" na escala dos poderes nacional, estatal e local e a proibição do latifúndio. O polêmico artigo 337 limita o acesso à informação em caso de estado de exceção. A oposição critica o projeto de reforma da Constituição por "concentrar poderes" e "atentar contra o princípio de alternabilidade na Presidência". Apoiadores do presidente, no entanto, afirmam que as mudanças vão aprofundar a democracia no país e estabelecer as bases para a formação de um Estado socialista venezuelano. Na semana passada, estudantes e policiais entraram em choque duas vezes em manifestações contra a reforma. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Vitória em referendo deve ser 'contundente', diz Chávez04 novembro, 2007 | BBC Report Chavistas fazem 1º grande evento pró-reforma constitucional04 novembro, 2007 | BBC Report Parlamento aprova reforma constitucional na Venezuela02 novembro, 2007 | BBC Report Estudantes e policiais voltam a se enfrentar na Venezuela02 novembro, 2007 | BBC Report Parlamento venezuelano retrocede e modifica artigo que limita direito à defesa25 outubro, 2007 | BBC Report Polícia e estudantes entram em choque em Caracas23 outubro, 2007 | BBC Report Artigo sobre controle da informação gera polêmica entre chavistas 16 outubro, 2007 | BBC Report ONG critica plano de limites em 'estado de exceção' na Venezuela17 outubro, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||