|
Farc dizem que libertação abre caminho para paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disseram nesta sexta-feira por meio de um comunicado que a libertação das reféns Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, na quinta-feira, foi um primeiro passo rumo à paz na Colômbia. "Demos este primeiro passo de esperança que convida a pensar na possibilidade da paz na Colômbia", diz o documento assinado pelo secretariado das Farc, publicado pela Agência Bolivariana de Imprensa (ABP). No comunicado, as Farc voltaram a exigir que o governo da Colômbia crie uma zona desmilitarizada de 780 km² para que a guerrilha e representantes do governo se reúnam para negociar um acordo que prevê a libertação de 44 reféns em troca da libertação de 500 guerrilheiros presos. "Os esforços devem se dirigir agora para alcançar a retirada militar (…) como cenário do diálogo Governo-Farc para o acordo e a materialização da troca (de reféns) que faça possível a libertação de todos os prisioneiros em poder das forças", diz o texto. Uribe A retirada militar é um dos entraves ao acordo. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se opõe à exigência das Farc. Imediatamente após a libertação de Clara e Consuelo, o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, afirmou que o êxito da operação era uma prova de que não há necessidade de uma retirada militar para a libertação de novos reféns. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu à guerrilha que considere uma negociação "direta, ágil e de boa fé" para que mais de 700 pessoas que ainda estão seqüestradas também ganhem a liberdade. Em um pronunciamento na noite desta quinta-feira, Uribe reiterou que não retrocederá no seu plano de Segurança Patriótica, que conta com a ajuda financeira dos Estados Unidos, para combater guerrilhas e grupos narcotraficantes. As Farc são consideradas pelos governos da Colômbia, Estados Unidos e parte da União Européia como "grupos terroristas". No comunicado, a guerrilha afirma que pretende ser vista de forma diferente. "Na realidade, somos uma força beligerante à espera de ser reconhecida pelos governo do mundo. Este passo abriria o tortuoso caminho do povo da Colômbia em busca de paz", afirma a guerrilha. Libertadas após seis anos de cativeiro, Clara e Consuelo foram levadas à Venezuela, onde foram recebidas por seus familiares e pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez - para quem a guerrilha prometeu entregar as duas mulheres. A ex-congressista Consuelo González pediu à Chávez por telefone que o presidente trabalhasse a favor da libertação dos outros reféns que estão mantidos em cativeiro. "Por favor, presidente, não podemos baixar a guarda (...) os que ficaram mandaram lhe dizer isso, temos que continuar trabalhando", disse Consuelo. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Uribe pede que Farc voltem a negociar com governo colombiano11 janeiro, 2008 | BBC Report Chávez diz ter coordenadas das Farc para libertar reféns09 janeiro, 2008 | BBC Report Assessor de Lula nega simpatia pelas Farc08 janeiro, 2008 | BBC Report Colômbia rejeitará comissões internacionais 07 janeiro, 2008 | BBC Report Chávez diz que espera novo contato das Farc06 janeiro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||