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Visita de Rice à Colômbia reforça apoio a Uribe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, reuniu-se nesta sexta-feira com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ao final de sua visita de dois dias ao país sul-americano para promover um Tratado de Livre Comércio (TLC), em uma demonstração de apoio ao governante. A visita de Rice provocou uma reação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que subiu o tom de suas críticas ao governo de Uribe ao afirmar que a Colômbia e os Estados Unidos estariam planejando uma "agressão militar" contra a Venezuela. Sem fornecer provas de sua acusação, Chávez disse que esse era o verdadeiro motivo da visita de Rice à Colômbia, país que ele chamou de "peão do império norte-americano". Cháves afirmou ainda que será "muito difícil" para a Venezuela normalizar as relações com a Colômbia em meio às tensões diplomáticas com o governo de Uribe. Segundo o correspondente da BBC em Medellín, Jeremy McDermott, Chávez está engajado em uma campanha de propaganda contra a Colômbia, e a tensão entre os dois líderes aumentou depois de o presidente venezuelano ter declarado seu apoio ao grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Aliado Uribe é considerado o aliado mais próximo da Casa Branca na América do Sul. Em uma coletiva de imprensa conjunta com Uribe, Rice disse que os Estados Unidos devem apoiar os amigos como a Colômbia, que fez tantos progressos na luta contra o tráfico de drogas e o terrorismo. A secretária americana afirmou estar otimista em relação à aprovação do TLC com a Colômbia pelo Congresso em Washington. Rice negou, porém, que o governo americano esteja tentando forçar a aprovação do tratado como uma maneira de conter a influência da Venezuela na região. Uribe disse que o tratado é "um passo importante para que haja mais investimento na Colômbia". O presidente colombiano afirmou ainda que um tratado com os Estados Unidos seria benéfico para os direitos dos trabalhadores em seu país. "Quanto mais o país estiver integrado à comunidade internacional, mais os direitos dos trabalhadores serão respeitados, e maiores serão as oportunidades para os trabalhadores. Se o país se isola e não avança em termos de comércio, será mais difícil que os direitos trabalhistas sejam respeitados", disse Uribe. A questão dos direitos dos trabalhadores é um dos principais motivos apontados pela oposição Democrata, que controla o Congresso americano, para se recusar a aprovar o TLC. O apoio democrata no Congresso é fundamental para que o tratado seja aprovado. Para justificar sua recusa, os democratas citam preocupações sobre violações dos direitos humanos na Colômbia e a suposta ligação de membros do governo com milícias paramilitares de extrema direita. A Casa Branca, porém, afirma que a Colômbia fez grande progresso na guerra contra as drogas e o terrorismo. Antes do encontro com Uribe, Rice se reuniu com ex-integrantes das Farc e ex-integrantes de grupos paramilitares de direita. |
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