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Chávez: 'Conflito na Colômbia não tem solução militar' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado que o conflito na Colômbia não será resolvido pela força militar e voltou a pedir que as guerrilhas sejam reconhecidas como grupos políticos e não como terroristas. "Aquele que conhece a história recente da Colômbia e a situação real das forças insurgentes (…) poderá concluir, sem muita dificuldade, que esse conflito não tem solução militar”, disse Chávez, durante o Congresso de fundação de seu partido. O presidente venezuelano voltou a pedir ao governo da Colômbia que mande um sinal reconhecendo politicamente as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN). "Isso é um passo imprescindível, porque enquanto o governo da Colômbia continuar dizendo que são grupos terroristas e que devem ser exterminados (…), que paz se pode, onde se pode abrir uma porta para a paz”, disse. Grupos colombianos Nesta sexta-feira, quando Chávez lançou seu pedido a todos os países, o governo da Colômbia descartou com veemência a proposta, considerada como “insólita”. "Todos os grupos violentos da Colômbia são terroristas", disse um comunicado lido pelo porta-voz do presidente Álvaro Uribe, Cesar Mauricio Velásquez. "O governo da Colômbia, com suas Forças Armadas e sua Constituição, continuará a luta até derrotar estes grupos terroristas que receberam as mais generosas ofertas de paz, como demonstra o tratamento cheio de solidariedade a 46 mil desmobilizados", afirmou a nota oficial. As Farc libertaram de maneira incondicional nesta quinta-feira a Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, mantidas em cativeiro por seis anos. Para os familiares dos seqüestrados, a libertação das duas mulheres pode abrir o caminho para um acordo humanitário que prevê a libertação de 43 reféns em troca de 500 guerrilheiros presos. Para realizar o acordo, as Farc exigem que o governo desmilitarize uma zona de 780 km2 para que a guerrilha e representantes do governo se reúnam para negociar. A retirada militar é um dos entraves ao acordo. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se opõe a atender a exigência. |
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