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Ex-refém das Farc fica com guarda provisória do filho Emmanuel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A colombiana Clara Rojas, ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), recebeu a guarda temporária de seu filho Emmanuel, de 3 anos. A informação foi divulgada por Elvira Forero, diretora do Instituto Colombiano do Bem-Estar Familiar (ICBF). A ex-refém, libertada na quinta-feira depois de passar seis anos presa pelas Farc, se reencontrou com Emmanuel no domingo, em Bogotá. Segundo Forero, mãe e filho foram enviados para um lugar seguro e "tiveram uma sessão de seis horas para se conhecer e tentar recuperar os laços familiares". A diretora do ICBF acrescentou que Rojas não poderá levar Emmanuel para casa imediatamente porque o filho precisa de tempo para se adaptar com a mãe, de quem não tem memória nenhuma. Antes do encontro, psicólogos infantis do governo colombiano mostraram fotos de Clara Rojas para Emmanuel para preparar o menino, que viveu em um orfanato desde que foi separado da mãe. De acordo com Forero, Rojas poderá assumir formalmente a custódia definitiva de Emmanuel depois de cumprir os trâmites legais. Cativeiro Na sexta-feira, em entrevista a uma rádio local, a ex-refém das Farc afirmou que queria encontrar o filho imediatamente. Emmanuel, nascido em cativeiro, é fruto de uma relação de Clara Rojas com um guerrilheiro. Ela confirmou que teve um parto difícil e que teve que ser submetida a uma cesariana no meio da selva colombiana. O menino teria sido levado para um orfanato depois que uma família de camponeses para quem as Farc haviam entregado a criança, então com oito meses, teve de levá-lo ao hospital. Os médicos disseram que o menino sofria de desnutrição e outras doenças e decidiram chamar a assistência social do orfanato, que acabou levando Emmanuel. Reencontro O reencontro foi destaque nos principais jornais colombianos desta segunda-feira. "Clara e Emmanuel finalmente passaram a noite embaixo do mesmo teto em um lugar secreto", diz o El Tiempo. "Emmanuel voltou a dormir nos braços se sua mãe, Clara Rojas", diz a manchete do El Espectador. Durante uma entrevista coletiva em sua chegada ao aeroporto militar de Bogotá, Rojas disse que estava feliz com o reencontro. "Estou muito feliz, é como renascer, voltei a viver", disse a ex-refém. Ela lembrou ainda de Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial, que permanece capturada pelo grupo rebelde. "Quero mandar lembranças à Ingrid", disse Rojas, ex-assessora de Betancourt. "Tudo o que mais queria é que ela estivesse aqui hoje." Luta armada As Farc continuam com a custódia de mais de 700 prisioneiros, incluindo 40 reféns políticos. Rojas foi libertada juntamente com Consuelo González de Perdomo, uma outra refém. A libertação foi mediada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. No domingo, Chávez fez um apelo às Farc para que parem de deter reféns como parte da oposição do grupo ao governo colombiano. "Eu não acredito em seqüestro e não acredito em luta armada", disse Chávez. |
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