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Atualizado às: 10 de janeiro, 2008 - 17h50 GMT (15h50 Brasília)
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Chávez diz que reféns da Farc já estão em liberdade

Consuelo Gonzalez (esq.) Clara Rojas, reféns em poder das Farc
Consuelo Gonzalez (esq.) Clara Rojas, reféns que estavam em poder das Farc
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) soltaram nesta quinta-feira as reféns Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, que estavam em cativeiro havia seis anos.

"Há dez minutos, recebi uma mensagem direto do ponto em que as Farc deram as coordenadas. Audivelmente emocionado, o ministro Ramón Rodríguez Chacín me disse que estava naquele momento recebendo Clara e Consuelo das mãos de um comando das Farc", disse.

"Saudei a um membro das Farc, saudei a Clara e Consuelo, que estão em boas condições", disse Chávez.

O presidente venezuelano disse que o helicóptero de resgate estava prestes a levantar vôo em direção à Venezuela e devem chegar em três horas à capital Caracas.

Família

Os familiares de Clara e Consuelo, que chegaram a Caracas no dia 27 de dezembro, aguardam em um hotel a chegada do avião que transporta as duas colombianas libertadas.

Por meio dos jornalistas, a mãe de Clara, Clara González de Rojas, enviou um recado emocionado de boas-vindas à filha de 44 anos, seqüestrada em 2002. "Bem-vinda filha da minha alma, bem-vinda filha do meu coração".

As filhas de Consuelo González de Perdomo dizem estar ansiosas por reencontrar a mãe de 57 anos, seqüestrada em dezembro de 2001.

"Estamos muito, muito felizes. Espero que esta felicidade chegue a todos os familiares dos seqüestrados da Colômbia (...) Estamos contando os segundos para encontrá-la", disse sorridente Maria Fernanda Perdomo.

A outra filha de Consuelo, Patricia Perdomo, disse que continuará trabalhando para libertar aos outros reféns que ainda estão em poder das Farc.

"Vamos continuar lutando para que todos os reféns sejam libertados. Esse é só o primeiro passo", disse Patricia Perdomo a jornalistas em Caracas.

Retirada militar

O ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, disse estar satisfeito com a libertação das reféns e disse que cumprirá ao "pé da letra" a promessa de cessar-fogo na área em que foram libertadas as reféns.

"Não haverá nenhum tipo de operação até as seis da tarde", afirmou.

Santos disse que o método em que foram libertadas Clara e Consuelo é uma mostra de que não há necessidade de uma retirada militar para que novos reféns sejam colocados em liberdade.

A retirada militar é a principal reivindicação das Farc para dar continuidade ao acordo humanitário com o governo, no qual se prevê a libertação de pelo menos 45 seqüestrados em troca de 500 guerrilheiros presos.

Ingrid BetancourtColômbia
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