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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2008 - 20h37 GMT (17h37 Brasília)
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Farc libertam mais quatro reféns na selva colombiana
Helicóptero da Cruz Vermelha usado na operação de resgate de reféns
Farc já havia libertado dois outros reféns em janeiro
Quatro ex-congressistas colombianos seqüestrados pelos rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foram libertados nesta quarta-feira em uma operação coordenada pelo governo venezuelano na selva colombiana.

Os ex-congressistas Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Luis Eduardo Gechem integram um grupo de 44 reféns que as Farc consideram passíveis de troca por guerrilheiros presos, dentro do previsto em um acordo humanitário. No grupo também está incluída a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt.

Dois helicópteros tipo MI de fabricação russa, identificados com o logotipo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), foram usados na operação. Eles haviam saído de San Jose de Guaviare, na Colômbia, em direção ao ponto identificado pelas Farc na selva colombiana, onde os ex-congressistas foram entregues.

Os reféns foram entregues pelas Farc ao Ministro do Interior e Justiça venezuelano, Ramón Rodríguez Cachín, à senadora colombiana Piedad Córdoba e a médicos e representantes do CICV.

Em um comunicado divulgado após a libertação dos reféns, a guerrilha afirmou que não libertará nenhum outro dos detidos enquanto o governo da Colômbia não concordar em criar uma área desmilitarizada para a troca dos reféns pelos 500 guerrilheiros presos.

Segunda vez em dois meses

A expectativa é de que, agora, os ex-reféns sejam levados para Caracas, onde devem se encontrar com o presidente venezuelano, Hugo Chávez e com os seus familiares.

Em janeiro, uma missão semelhante foi organizada para libertar Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, que foram mantidas em cativeiro durante seis anos.

Analistas consideram que, ao libertar unilateralmente alguns de seus reféns, as Farc pretendem abrir um espaço de diálogo político no campo internacional, já que internamente as condições para uma saída dialogada para o conflito colombiano parecem estar cada vez mais distantes.

Desde 2001, o governo de Álvaro Uribe, os Estados Unidos e alguns países europeus passaram a qualificar as Farc como um grupo terrorista.

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