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Atualizado às: 12 de fevereiro, 2008 - 08h22 GMT (06h22 Brasília)
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Lula e Sarkozy discutem submarino nuclear e Farc

Sarkozy e sua comitiva fazem passeio de barco pelo rio Oiapoque
Sarkozy receberá Lula do lado francês da fronteira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta terça-feira na Guiana Francesa, fronteira com o Brasil, com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para discutir cooperação na área de defesa, a libertação dos reféns colombianos em poder da guerrilha colombiana, negociações da Rodada de Doha e temas fronteiriços.

O presidente Lula chegou a Macapá acompanhado dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Transportes, Alfredo Nascimento. O senador José Sarney (PMDB-AM) era um dos integrantes da comitiva de três senadores e quatro deputados do Estado que acompanharam o presidente.

Lula pernoitou num hotel e viaja nesta terça-feira de manhã no avião presidencial até Oiapoque, do lado brasileiro da fronteira. De lá, atravessa de barco o rio Oiapoque, que divide os dois países, e é recebido por Sarkozy em São Jorge do Oiapoque, na margem francesa. Sarkozy não deve entrar em território brasileiro.

Apesar dos temas fronteiriços, como o início da construção da ponte sobre o rio Oiapoque ligando os dois países, as conversas políticas devem girar em torno de outros temas, como a participação dos dois países nas negociações da Rodada Doha de liberalização do comércio.

"Brasil e França dispõem de uma ampla base de convergência política e diplomática, que torna o momento atual particularmente propício para o estreitamento de nossas relações nos mais diversos campos, seja naquela vertente bilateral, seja na discussão de temas de interesse mútuo da agenda regional e multilateral", afirmou o porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach.

Ele confirmou que o submarino nuclear que o Brasil quer construir – e que pode ter tecnologia francesa – será um dos temas da conversa, mas o governo não espera fazer um anúncio formal sobre o assunto nesta visita.

Será o primeiro encontro entre os dois presidentes que não acontece à margem de uma reunião internacional. Lula e Sarkozy já se encontraram no ano passado durante a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e na reunião do G-8, o grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia, na Alemanha.

Brasil e França têm um intercâmbio comercial de US$ 7 bilhões, com importações e exportações do mesmo montante. O Brasil é principal parceiro comercial francês na América Latina.

Lula eSarkozy durante Assembléia Geral da ONU, em setembro de 2007 (Foto de Arquivo)
Presidentes só haviam se reunido em encontros internacionais

Lula também deve agradecer o apoio público dado por Sarkozy ao pleito brasileiro de reformar o Conselho de Segurança da ONU e ocupar uma cadeira permanente num órgão ampliado.

Farc

Sobre a colaboração do Brasil na negociação para a libertação dos reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o porta-voz do Planalto confirmou que o tema será discutido, mas não acredita que nenhuma estratégia será definida já neste encontro.

"Como o Brasil crê que é necessária a conversa com os presidentes (venezuelano Hugo) Chávez e (colombiano Álvaro) Uribe, eu não diria que se chegue a algum avanço concreto no sentido de estabelecer esse grupo, mas o tema certamente será discutido", afirmou.

O governo brasileiro já tinha afirmado que só vai participar das negociações com o aval do presidente colombiano Álvaro Uribe. Nas últimas semanas, passou a dizer que também considera "crucial" a participação do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Embora Chávez tenha sido excluído da negociação com as Farc por Uribe, a guerrilha disse que libertou as duas reféns em janeiro em desagravo ao presidente venezuelano.

Fronteira

Apesar da localização na América do Sul, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França, onde vigoram todas as leis francesas. A diferença de padrão de vida entre os vizinhos – o salário mínimo francês é de 1,1 mil euros por mês – atrai imigrantes brasileiros para o lado francês.

O Itamaraty estima que sejam entre 20 mil e 40 mil brasileiros, vivendo ilegalmente num país de 200 mil habitantes.

Um acordo entre os dois governos permite a expulsão para o lado brasileiro de estrangeiros encontrados ilegalmente no país.

"A agenda fronteiriça é difícil, por causa dos problemas de migração", admite o ministro Ricardo Guerra de Araujo, diretor interino do Departamento de Europa do Itamaraty.

Ele disse que uma comissão binacional criada para discutir o assunto se reúne em maio, na França.

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