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Brasil e França lançam 'aliança militar estratégica' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil abriu caminho nesta terça-feira para a realização de uma aliança estratégica no campo militar com a França, com o objetivo de modernizar as Forças Armadas brasileiras. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reuniu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para discutir as bases dessa parceria, que prevê a transferência de tecnologias para a construção de submarinos nucleares de defesa e helicópteros no Brasil, além da capacitação de soldados e exercícios militares conjuntos. “Queremos que o Brasil seja o parceiro estratégico da França na América do Sul. E que a França seja o parceiro privilegiado do Brasil na Europa”, disse o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, que também participou da reunião entre Sarkozy e Jobim. “O Brasil será uma das grandes potências do século 21. É com este país que desejamos firmar uma parceria estratégica de longo prazo”, afirmou Morin. 'Aperitivo' Após o encontro entre o ministro brasileiro e o presidente Sarkozy, no Palácio do Eliseu, que durou quase meia hora, Jobim e Morin se reuniram no Ministério da Defesa para assinar um acordo que garante a livre circulação de militares entre os dois países. “Mas esse acordo assinado hoje não representa nem mesmo um aperitivo do que esperamos em relação à parceria estratégica com o Brasil em termos econômicos, industriais, de transferência de tecnologias e na área militar”, disse o ministro francês da Defesa. O acordo técnico firmado nesta terça prevê também a realização de exercícios militares conjuntos entre os dois países, sobretudo na área naval e na região da fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, afirmou Morin. Segundo o ministro Jobim, as bases da aliança estratégica entre o Brasil e a França no campo militar serão lançadas na reunião entre os presidentes Sarkozy e Lula no Oiapoque no dia 12 de fevereiro. “Após esse encontro, o governo francês vai enviar ao Brasil uma comissão, composta também por empresários, para aprofundar as discussões sobre a aliança estratégica entre os dois países. Ela prevê a capacitação tecnológica e a modernização das Forças Armadas brasileiras”, declarou Jobim. O ministro brasileiro afirmou ter exposto durante seu encontro com Sarkozy a visão do governo brasileiro de que a aliança estratégica com a França deve resultar no desenvolvimento do parque tecnológico brasileiro na área militar, o que garantiria capacitação e autonomia para a produção de equipamentos. Na quarta-feira o ministro Jobim visita, em Toulon, um submarino nuclear de ataque, dotado, portanto, de armas atômicas. Ele permanece na França até sexta-feira, quando viaja para a Rússia. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Na França, Jobim discute 'aliança estratégica' militar29 janeiro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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