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Atualizado às: 03 de março, 2008 - 20h51 GMT (17h51 Brasília)
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Para analistas, conflito militar na América do Sul é improvável
Raúl Reyes, porta-voz das Farc que morreu num ataque colombiano no sábado
A morte do porta-voz das Farc Raúl Reyes desencadeou a crise
Analistas ouvidos pela BBC avaliam que é improvável que a crise diplomática que envolve a Colômbia e os vizinhos Equador e Venezuela possa levar a um conflito militar na região, apesar da mobilização de tropas equatorianas e venezuelanas na fronteira colombiana.

"É difícil imaginarmos uma guerra real", afirma Andrew Hurrell, professor de relações internacionais do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Segundo Hurrell, a animosidade entre Venezuela e Colômbia é antiga, mas, nos últimos tempos, a tensão vem sendo elevada devido a questões políticas e ideológicas.

"Os gastos militares na América do Sul vêm crescendo nos últimos anos, e a Venezuela tem sido parte importante disso", disse.

O estudioso vê como uma possibilidade, porém, a ocorrência de combates em pequena escala na fronteira. Para Hurrell, a história da América Latina é marcada por disputas desse tipo, sem que isso tenha levado a confrontos bélicos de larga escala.

Antecedentes históricos

Carlos Chirinos, correspondente da BBC em Caracas, diz que "em quase dois séculos de vida republicana, Venezuela e Colômbia protagonizaram uma convivência pacífica, que é difícil de se encontrar no resto do continente".

"Talvez porque todo vizinho é um inimigo em potencial, houve momentos militarmente tensos, mas que, no final, foram resolvidos pacificamente", afirma.

O correspondente conta que visitou a fronteira entre os dois países e percebeu que a ligação que existe na região entre os moradores dos dois lados torna mais improvável um conflito militar.

Segundo Chirinos, os moradores da fronteira "acreditam que as coisas podem ser solucionadas pela via diplomática".

 O fato de o presidente (do Equador, Rafael) Correa ter convocado o conselho permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) e a Comunidade Andina de Nações (CAN) para intermediar indica que talvez se aceite uma mediação internacional.
Catalina Perdomo, analista do Instituto Estocolmo para a Paz

Mediação

A analista Catalina Perdomo, do Instituto Estocolmo para a Paz, lembra que, no ano passado, o Equador aumentou seu orçamento militar em 30%, se preparando para lidar com a insegurança na sua fronteira norte.

Mas, mesmo assim, Perdomo avalia que é difícil que ocorra um conflito armado, já que, historicamente, "na prática, a resolução desse tipo de atritos diplomáticos passou por uma negociação entre as partes".

"O fato de o presidente (do Equador, Rafael) Correa ter convocado o conselho permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) e a Comunidade Andina de Nações (CAN) para intermediar indica que talvez se aceite uma mediação internacional", acrescenta a analista.

Hurrell concorda que a mediação internacional, especialmente dos países vizinhos da América do Sul, seria importante em uma tentativa de evitar um conflito.

Para o professor da Universidade de Oxford, a guerra entre Peru e Equador, em 1994, foi um bom exemplo de sucesso desse tipo de mediação.

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