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Secretário da OEA diz que crise entre Colômbia e Equador é 'grave' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, classificou nesta segunda-feira de “grave” a crise entre a Colômbia e o Equador, desencadeada pela morte do guerrilheiro Raúl Reyes e de outros rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. Em um comunicado, segundo a imprensa chilena, Insulza disse que espera uma solução de “maneira pacífica”. O secretário contou que conversou com líderes e chanceleres da região para tentar aproximar posições e abrir o diálogo entre os dois países andinos, “como único mecanismo de negociação”. Insulza deverá liderar nesta terça-feira uma reunião extraordinária do Conselho Permanente do organismo multilateral formado por 34 estados. O encontro será realizado a pedido do presidente do Equador, Rafael Correa, acusado por autoridades colombianas de supostas ligações com as Farc. Correa retirou o embaixador de seu país de Bogotá e expulsou o representante do governo colombiano de Quito. A tensão diplomática inclui o anúncio do líder venezuelano Hugo Chávez de mandar tropas para a fronteira com a Colômbia. "Defesa da paz" Insulza foi ministro do Interior e vice-presidente no governo do ex-presidente chileno Ricardo Lagos. Nesta segunda-feira, diferentes líderes e autoridades dos países da América do Sul saíram em defesa da paz entre os andinos. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que lamenta que não se tenha respeitado a fronteira – referência ao governo colombiano do presidente Álvaro Uribe, que alegou “legítima defesa” para a ação militar em território equatoriano. “Que esse conflito não se escale. O importante agora é que a OEA chamou embaixadores para uma reunião, para impedir que ocorram conseqüências graves. Todos queremos a paz”, afirmou Bachelet. O ministro chileno das Relações Exteriores, Alejandro Foxley, acrescentou que o objetivo na reunião desta terça-feira será “uma voz mais ativa”, “um papel construtivo” frente a esta crise. Soberania territorial Nesta segunda-feira, além das autoridades chilenas, autoridades peruanas, bolivianas e argentinas pediram uma saída pacífica para a disputa entre os países andinos. Cada um condenou à sua maneira a invasão do espaço territorial no Equador. O chanceler argentino, Jorge Taiana, divulgou nota repudiando “qualquer forma de violação da soberania nacional”. O mesmo disse o ministro boliviano das Relações Exteriores, David Choquehuanca, que leu um comunicado, em La Paz. “A Bolívia considera injustificável qualquer tipo de ação que represente a violação da soberania e integridade territorial dos Estados e reitera (...) que o conflito de Colômbia deve ser encarado através de soluções pacíficas (...) com apoio da comunidade internacional”, dizia o comunicado. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, falou com os colegas Luiz Inácio Lula da Silva, Álvaro Uribe e Rafael Correa e confirmou, segundo assessores argentinos, a viagem que já estava marcada para Caracas, na Venezuela, nesta quarta-feira. |
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