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Atualizado às: 26 de janeiro, 2008 - 06h39 GMT (04h39 Brasília)
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Venezuelano detido por 'caso da mala' se declara culpado

Moisés Maionica
Maionica teria mudado declaração após um acordo com a promotoria
Um dos quatro venezuelanos acusados de agir e conspirar nos Estados Unidos como agentes não registrados do governo da Venezuela, no escândalo que ficou conhecido como o "caso da mala", declarou-se culpado perante um juiz federal em Miami.

Moisés Maionica, de 36 anos, havia alegado inocência no último dia 7, mas mudou sua declaração nesta sexta-feira, aparentemente depois de chegar a um acordo com a promotoria.

Os detalhes do acordo não foram divulgados. Também ainda não é possível saber que influência essa nova declaração de Maionica terá na sentença que ele vai receber, em uma audiência marcada para o dia 4 de abril.

Maionica faz parte de um grupo de cinco homens - quatro venezuelanos e um uruguaio - que são acusados de agir em nome do governo da Venezuela para tentar encobrir o envio ilegal de US$ 800 mil (aproximadamente R$ 1,43 milhão) da Venezuela para a Argentina, transportados em uma mala.

Segundo o governo americano, os cinco homens buscaram obter a cooperação do empresário Guido Antonini Wilson - que levava a mala de dólares quando foi detido no aeroporto de Buenos Aires, ao tentar ingressar na Argentina, em agosto do ano passado - para encobrir os detalhes sobre a origem e o destino do dinheiro.

Além de Maionica, também estão detidos em Miami os venezuelanos Carlos Kauffmann, de 35 anos, e Franklin Durán, 40, e o uruguaio Rodolfo Edgardo Wanseele Paciello, 40. Os três já se declararam inocentes.

O quinto acusado, o venezuelano Antonio José Canchica, continua foragido.

"Conspiração"

O julgamento dos acusados está previsto para 17 de março. Caso sejam considerados culpados, poderão enfrentar penas de até 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil (cerca de R$ 447 mil).

De acordo com o Departamento de Justiça americano, os quatro homens detidos são acusados de "conspirar para agir como agentes da República Bolivariana da Venezuela dentro dos Estados Unidos sem prévia notificação", como exige a lei.

Segundo documentos apresentados pela promotoria, Maionica participou da "conspiração" depois de ser recrutado em agosto do ano passado por um oficial do serviço de inteligência venezuelano.

Conforme as provas apresentadas pelo governo americano, Maionica manteve várias conversas telefônicas com Antonini Wilson para coordenar as reuniões em que se discutiram os detalhes do suposto encobrimento do escândalo.

Segundo documentos apresentados no Tribunal, Antonini Wilson, que tem dupla nacionalidade americana e venezuelana, estaria colaborando com o FBI (a polícia federal americana) e teria gravado algumas das reuniões que manteve com os acusados.

A promotoria americana afirma que o dinheiro foi enviado pelo governo da Venezuela para contribuir com a campanha de um candidato à Presidência argentina, nas eleições vencidas por Cristina Fernández de Kirchner.

Kirchner e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negam que a mala de dinheiro fosse destinada a sua campanha. Ambos afirmam que a investigação tem motivações políticas.

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