|
Mala de venezuelano com US$ 800 mil era para Cristina, diz promotor americano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mala com US$ 800 mil apreendida com um empresário venezuelano que desembarcava em Buenos Aires em agosto teria como destino a campanha da recém-empossada presidente Cristina Kirchner, segundo teria dito um promotor americano durante uma audiência judicial na quarta-feira em Miami, nos Estados Unidos. Três venezuelanos e um uruguaio com supostas ligações com o chamado “caso da mala”, como ficou conhecido na Argentina, tiveram sua prisão anunciada na quarta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acusados de “conspirar como agentes ilegais” da Venezuela nos Estados Unidos. A acusação formalizada na Justiça americana diz que “nem a verdadeira fonte nem o possível receptor do dinheiro foram revelados”. Porém, segundo agências de notícias internacionais e jornais argentinos e americanos, o promotor federal Thomas Mulvihill teria dito ao juiz Robert Dube, durante uma audiência em Miami na quarta-feira, que “o dinheiro tinha como destino a campanha de Cristina Kirchner”. “Os acusados foram orientados a manter silêncio sobre o papel da Venezuela no assunto”, teria dito Mulvihill, segundo reportagem do diário americano The Miami Herald. O governo argentino não comentou o assunto na quarta-feira. Já o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o caso é “parte da guerra política dos Estados Unidos contra o governo da Venezuela”. Conversas gravadas Os venezuelanos Carlos Kauffman, Moisés Maionica e Franklin Durán e o uruguaio Rodolfo Wanseele, presos em Miami, seriam acusados de pressionar o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson – todos radicados no sul da Flórida - a transportar o dinheiro à Argentina, ameaçando seus filhos, segundo o Miami Herald. Conversações entre Wilson e os acusados, comprovando as acusações, teriam sido gravadas por agentes do FBI, a polícia federal americana, com a anuência do próprio Wilson. A alfândega argentina flagrou a mala com dinheiro quando Wilson e autoridades do governo argentino chegavam em um jato particular à Argentina no dia 8 de agosto deste ano, dois dias antes do desembarque do presidente Hugo Chávez no país. Na ocasião, o governo do presidente Néstor Kirchner pediu que o caso fosse investigado e que Wilson fosse extraditado à Argentina para dar explicações sobre o caso, que gerou demissões nos dois governos. O episódio ficou conhecido, durante a campanha eleitoral, como "o caso da mala" e provocou a demissão do presidente da petroleira estatal venezuelana PDVSA na Argentina e vice-presidente geral da empresa, Diego Uzcategui Matheus. O filho dele, Daniel Uzcategui Spetch, de 18 anos, foi acusado de ter convidado Guido Antonini Wilson a embarcar no jatinho alugado pela estatal argentina Enarsa, na viagem realizada entre Venezuela e Argentina, dois dias antes da chegada do presidente venezuelano a Buenos Aires. Quando surgiu o escândalo, o presidente Chávez disse que era "caso de polícia" e destacou tratar-se de mais uma ação "conspirativa" do "império americano". Uberti estava a bordo do jato particular em que o empresário venezuelano embarcou. De Vido foi ministro de Néstor Kirchner e continua no governo da presidente Cristina Kirchner. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Argentina pede extradição do 'homem da mala'01 setembro, 2007 | BBC Report 'Caso da mala': presidente da PDVSA na Argentina pede demissão16 agosto, 2007 | BBC Report Cristina Kirchner apresenta chapa em meio a polêmico caso da mala15 agosto, 2007 | BBC Report Venezuela não deve explicação no caso da mala, diz ministro13 agosto, 2007 | BBC Report Caso da mala com dólares da Venezuela derruba assessor de Kirchner09 agosto, 2007 | BBC Report Estatal argentina confirma ter alugado jato com mala com US$ 800 mil09 agosto, 2007 | BBC Report Venezuelano é pego com US$ 800 mil ao entrar na Argentina07 agosto, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||