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Atualizado às: 13 de dezembro, 2007 - 01h15 GMT (23h15 Brasília)
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Venezuela diz que detenções nos EUA são 'guerra política'

Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro
Maduro respondeu a anuncio de prisão de venezuelanos nos EUA
O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira que a detenção de três venezuelanos e de um uruguaio suspeitos de estarem envolvidos no que ficou conhecido como o caso da mala é parte da "guerra política dos Estados Unidos contra o governo da Venezuela".

"É delicado que os Estados Unidos tomem o caminho da guerra judicial para dar continuidade à sua guerra política, midiática e psicológica contra o governo revolucionário da Venezuela", afirmou o chanceler em uma entrevista via telefone ao canal de TV estatal.

O chanceler também acusou às redes de televisão internacionais, como a rede CNN, de fazerem parte da "campanha midiática" contra o seu governo.

Nesta quarta-feira, o departamento de Justiça americano anunciou que prendeu os venezuelanos Carlos Kauffman, Moisés Maionica e Franklin Durán e o uruguaio Rodolfo Wanseele de "conspirar como agentes" da Venezuela nos Estados Unidos.

'Esforço desesperado'

Para Maduro, a reação do governo norte-americano é "um esforço desesperado dos Estados Unidos (...) para atrapalhar a integração e o avanço dos governos progressistas do continente".

O departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que os detidos estariam envolvidos nos negócios do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson, que ficou conhecido, durante a campanha eleitoral argentina, quando foi flagrado com uma mala de US$ 800 mil, no aeroporto de Buenos Aires.

Na ocasião, o governo venezuelano afirmou que "o caso da mala" era uma "emboscada política" contra o presidente Hugo Chávez, que viajaria à Argentina alguns dias depois para firmar um tratado de cooperação energética com o governo do então presidente argentino, Néstor Kirchner.

Segundo a Justiça americana, os acusados "coordenaram e participaram" de uma série de reuniões com Antonini Wilson a partir de agosto deste ano na Flórida.

O objetivo seria contar com ajuda para "ocultar" a origem dos US$ 800 mil em dinheiro como "contribuição para campanha política de um candidato" nas últimas eleições presidenciais argentinas, realizadas em outubro.

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