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Atualizado às: 12 de dezembro, 2007 - 23h06 GMT (21h06 Brasília)
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EUA prendem venezuelanos acusados em caso da mala na Argentina

o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson (foto de arquivo)
Detidos nos EUA são acusados de ajudar Guido Antonini Wilson (foto)
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a prisão de três venezuelanos e um uruguaio, acusados de "conspirar como agentes" da Venezuela nos Estados Unidos.

Eles são apontados como envolvidos nos negócios do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson, que ficou conhecido durante a campanha eleitoral argentina, quando foi flagrado em Buenos Aires com uma mala de US$ 800 mil.

Em um comunicado, o departamento americano informa que eles foram presos na terça-feira à noite em Miami, na Flórida. Segundo o governo americano, o dinheiro seria usado para a campanha de um dos candidatos à Presidência da Argentina.

O jornal argentino La Nación diz que um representante do Departamento de Justiça teria dito, em uma entrevista coletiva em Washington após o anúncio, que os dólares eram para ajudar 'a campanha de Cristina Kirchner'.

Os venezuelanos Carlos Kauffman, Moisés Maionica e Franklin Durán e o uruguaio Rodolfo Wanseele podem pegar até dez anos de prisão, se condenados.

Ajuda a candidato

Segundo a Justiça, os acusados "coordenaram e participaram" de uma série de reuniões com Antonini Wilson a partir de agosto de 2007, na Flórida.

O objetivo seria contar com ajuda para "ocultar" a origem dos US$ 800 mil em dinheiro como "contribuição para campanha política de um candidato" nas últimas eleições presidenciais argentinas, em 28 de outubro passado.

A alfândega argentina flagrou a mala com dinheiro quando o empresário venezuelano e autoridades do governo argentino chegavam em um jato particular à Argentina no dia 8 de agosto deste ano, dois dias antes do desembarque do presidente Hugo Chávez ao país.
Na ocasião, o governo do presidente Nestor Kirchner pediu que o caso fosse investigado e que Wilson fosse extraditado à Argentina para dar explicações sobre o caso, que gerou demissões nos dois governos.

O episódio ficou conhecido, durante a campanha eleitoral, como "o caso da mala" e provocou a demissão do presidente da petroleira estatal venezuelana PDVSA na Argentina e vice-presidente geral da empresa, Diego Uzcategui Matheus.

O filho dele, Daniel Uzcategui Spetch, de 18 anos, foi acusado de ter convidado o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson a embarcar no jatinho alugado pela estatal argentina Enarsa, na viagem realizada entre Venezuela e Argentina, dois dias antes da chegada do presidente venezuelano a Buenos Aires.

Quando surgiu o escândalo, o presidente Chávez disse que era "caso de polícia" e destacou tratar-se de mais uma ação "conspirativa" do "império americano".

O escândalo provocou também a demissão de Cláudio Uberti, um dos homens fortes da equipe do ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido.

Uberti estava a bordo do jato particular em que o empresário venezuelano embarcou. De Vido foi ministro de Kirchner e continua no governo da presidente Cristina Kirchner.

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