|
EUA prendem venezuelanos acusados em caso da mala na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a prisão de três venezuelanos e um uruguaio, acusados de "conspirar como agentes" da Venezuela nos Estados Unidos. Eles são apontados como envolvidos nos negócios do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson, que ficou conhecido durante a campanha eleitoral argentina, quando foi flagrado em Buenos Aires com uma mala de US$ 800 mil. Em um comunicado, o departamento americano informa que eles foram presos na terça-feira à noite em Miami, na Flórida. Segundo o governo americano, o dinheiro seria usado para a campanha de um dos candidatos à Presidência da Argentina. O jornal argentino La Nación diz que um representante do Departamento de Justiça teria dito, em uma entrevista coletiva em Washington após o anúncio, que os dólares eram para ajudar 'a campanha de Cristina Kirchner'. Os venezuelanos Carlos Kauffman, Moisés Maionica e Franklin Durán e o uruguaio Rodolfo Wanseele podem pegar até dez anos de prisão, se condenados. Ajuda a candidato Segundo a Justiça, os acusados "coordenaram e participaram" de uma série de reuniões com Antonini Wilson a partir de agosto de 2007, na Flórida. O objetivo seria contar com ajuda para "ocultar" a origem dos US$ 800 mil em dinheiro como "contribuição para campanha política de um candidato" nas últimas eleições presidenciais argentinas, em 28 de outubro passado. A alfândega argentina flagrou a mala com dinheiro quando o empresário venezuelano e autoridades do governo argentino chegavam em um jato particular à Argentina no dia 8 de agosto deste ano, dois dias antes do desembarque do presidente Hugo Chávez ao país. O episódio ficou conhecido, durante a campanha eleitoral, como "o caso da mala" e provocou a demissão do presidente da petroleira estatal venezuelana PDVSA na Argentina e vice-presidente geral da empresa, Diego Uzcategui Matheus. O filho dele, Daniel Uzcategui Spetch, de 18 anos, foi acusado de ter convidado o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson a embarcar no jatinho alugado pela estatal argentina Enarsa, na viagem realizada entre Venezuela e Argentina, dois dias antes da chegada do presidente venezuelano a Buenos Aires. Quando surgiu o escândalo, o presidente Chávez disse que era "caso de polícia" e destacou tratar-se de mais uma ação "conspirativa" do "império americano". O escândalo provocou também a demissão de Cláudio Uberti, um dos homens fortes da equipe do ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido. Uberti estava a bordo do jato particular em que o empresário venezuelano embarcou. De Vido foi ministro de Kirchner e continua no governo da presidente Cristina Kirchner. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Argentina pede extradição do 'homem da mala'01 setembro, 2007 | BBC Report 'Caso da mala': presidente da PDVSA na Argentina pede demissão16 agosto, 2007 | BBC Report Cristina Kirchner apresenta chapa em meio a polêmico caso da mala15 agosto, 2007 | BBC Report Venezuela não deve explicação no caso da mala, diz ministro13 agosto, 2007 | BBC Report Caso da mala com dólares da Venezuela derruba assessor de Kirchner09 agosto, 2007 | BBC Report Estatal argentina confirma ter alugado jato com mala com US$ 800 mil09 agosto, 2007 | BBC Report Venezuelano é pego com US$ 800 mil ao entrar na Argentina07 agosto, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||