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Oposição do Quênia anuncia boicote econômico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O porta-voz do partido oposicionista do Quênia, Salim Lone, disse à BBC, nesta sexta-feira, que a partir da próxima semana a oposição irá iniciar um boicote econômico às empresas vinculadas ao governo do presidente eleito, Mwai Bikabi. Segundo Lone, entre as empresas que possivelmente sofrerão o boicote estão bancos e companhias de transporte do país como o Equity Bank e a City Hopper, que trabalha com serviços de ônibus. O anúncio sobre o boicote e a mudança de tática dos oposicionistas foi feito no último dia dos protestos convocados pelo Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês). Durante três dias, manifestantes da oposição entraram em confronto com policiais em todo o país. De acordo com o correspondente da BBC em Mombasa, Joseph Odhiambo, a polícia entrou em choque com vários manifestantes, a maioria muçulmanos, durante uma demonstração nesta sexta-feira. Segundo Odhiambo, os policiais usaram armas e pelo menos cinco pessoas ficaram feridas. Inocentes Houve novos episódios de violência nesta sexta-feira. Segundo a polícia, um homem morreu, após ser ferido por um facão, na favela de Mathare, em Nairóbi. Há inforrmações da morte de outra pessoa, supostamente um integrante do grupo étnico do presidente Kibaki Kikuyu, que teria sido vítima de uma flecha envenenada. Pelo menos 11 pessoas morreram em choques entre polícia e manifestantes na quarta-feira e quinta-feira, em protestos convocadas pela oposição. Segundo o líder oposicionista e candidato derrotado à Presidência, Raila Odinga, sete manifestantes morreram apenas nos confrontos na favela de Kibera, na capital, Nairóbi, na quinta-feira. A polícia, porém, reconhece apenas duas das mortes ocorridas nesse local. Odinga declarou que a polícia estaria transformando o país em "campos de morte de inocentes, executando homens à vontade em uma ânsia por sangue sem precedentes". Os policiais do Quênia negam as acusações do líder da oposição e afirmam que a resposta da polícia foi contida. "A polícia está agindo de acordo com as leis deste país", disse um porta-voz da polícia Eric Kiraithe. Segundo ele, pessoas inocentes "estão sendo usadas pelos políticos". Mediação O ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, deve chegar ao Quênia em breve para iniciar a mediação entre Kibaki e Odinga. Dois representantes do grupo de Annan - o ex-presidente da Tanzânia, Benjamim Mkapa e a ex-mulher de Nelson Mandela, Graca Machel, já chegaram ao país. Na quinta-feira, o Parlamento Europeu pediu para que a União Européia suspenda a ajuda financeira ao Quênia. Apesar disso, na quarta-feira, as Nações Unidas fizeram um apelo internacional para arrecadar U$ 34 milhões (R$60 milhões) em benefício das vítimas da violência no país, desde as eleições presidenciais. Desde o anúncio do resultado, há três semanas, mais de 600 pessoas já morreram e mais de 250 mil ficaram desabrigadas como conseqüência dos protestos contra a eleição de Kibaki. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Violência marca o 2º dia de protestos no Quênia17 janeiro, 2008 | BBC Report Segundo dia de choques no Quênia tem mais mortos17 janeiro, 2008 | BBC Report Protestos no Quênia deixam pelo menos três mortos16 janeiro, 2008 | BBC Report Presidente reeleito do Quênia nomeia parte de gabinete08 janeiro, 2008 | BBC Report Oposição no Quênia suspende protestos contra eleições07 janeiro, 2008 | BBC Report Violência no Quênia provocou fuga de 250 mil, diz ONU05 janeiro, 2008 | BBC Report Violência no Quênia provocou fuga de 100 mil, diz ONU04 janeiro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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