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Atualizado às: 18 de janeiro, 2008 - 14h13 GMT (12h13 Brasília)
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Oposição do Quênia anuncia boicote econômico
Mwai Kibaki e Raila Odinga
Kofi Annan deve mediar as discussões entre Kibaki e Odinga
O porta-voz do partido oposicionista do Quênia, Salim Lone, disse à BBC, nesta sexta-feira, que a partir da próxima semana a oposição irá iniciar um boicote econômico às empresas vinculadas ao governo do presidente eleito, Mwai Bikabi.

Segundo Lone, entre as empresas que possivelmente sofrerão o boicote estão bancos e companhias de transporte do país como o Equity Bank e a City Hopper, que trabalha com serviços de ônibus.

O anúncio sobre o boicote e a mudança de tática dos oposicionistas foi feito no último dia dos protestos convocados pelo Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês). Durante três dias, manifestantes da oposição entraram em confronto com policiais em todo o país.

De acordo com o correspondente da BBC em Mombasa, Joseph Odhiambo, a polícia entrou em choque com vários manifestantes, a maioria muçulmanos, durante uma demonstração nesta sexta-feira.

Segundo Odhiambo, os policiais usaram armas e pelo menos cinco pessoas ficaram feridas.

Inocentes

Houve novos episódios de violência nesta sexta-feira. Segundo a polícia, um homem morreu, após ser ferido por um facão, na favela de Mathare, em Nairóbi.

Há inforrmações da morte de outra pessoa, supostamente um integrante do grupo étnico do presidente Kibaki Kikuyu, que teria sido vítima de uma flecha envenenada.

Pelo menos 11 pessoas morreram em choques entre polícia e manifestantes na quarta-feira e quinta-feira, em protestos convocadas pela oposição.

Segundo o líder oposicionista e candidato derrotado à Presidência, Raila Odinga, sete manifestantes morreram apenas nos confrontos na favela de Kibera, na capital, Nairóbi, na quinta-feira. A polícia, porém, reconhece apenas duas das mortes ocorridas nesse local.

Odinga declarou que a polícia estaria transformando o país em "campos de morte de inocentes, executando homens à vontade em uma ânsia por sangue sem precedentes".

Os policiais do Quênia negam as acusações do líder da oposição e afirmam que a resposta da polícia foi contida.

"A polícia está agindo de acordo com as leis deste país", disse um porta-voz da polícia Eric Kiraithe.

Segundo ele, pessoas inocentes "estão sendo usadas pelos políticos".

Mediação

O ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, deve chegar ao Quênia em breve para iniciar a mediação entre Kibaki e Odinga.

Dois representantes do grupo de Annan - o ex-presidente da Tanzânia, Benjamim Mkapa e a ex-mulher de Nelson Mandela, Graca Machel, já chegaram ao país.

Na quinta-feira, o Parlamento Europeu pediu para que a União Européia suspenda a ajuda financeira ao Quênia.

Apesar disso, na quarta-feira, as Nações Unidas fizeram um apelo internacional para arrecadar U$ 34 milhões (R$60 milhões) em benefício das vítimas da violência no país, desde as eleições presidenciais.

Desde o anúncio do resultado, há três semanas, mais de 600 pessoas já morreram e mais de 250 mil ficaram desabrigadas como conseqüência dos protestos contra a eleição de Kibaki.

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