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Violência no Quênia provocou fuga de 100 mil, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um representante da ONU revelou nesta sexta-feira que mais de 100 mil pessoas já deixaram suas casas no oeste do Quênia para fugir da violência que eclodiu após a reeleição do presidente Mwai Kibaki, no pleito da semana passada. Muitas pessoas estão em campos de refugiados improvisados, enquanto outras procuraram refúgio em delegacias e em igrejas. Segundo a coordenadora humanitária da ONU no Quênia, Elizabeth Lwanga, “claramente, desde o último fim de semana, houve muito deslocamento interno, pessoas correndo para salvar suas vidas. Houve algumas mortes, os números ainda não são claros, mas estamos falando de mais de 100 mil deslocados internamente”. Lwanga disse também que a situação no Quênia já está afetando as operações de ajuda a outros países, prejudicando o envio de suprimentos humanitários à Somália, ao Sudão e à República Democrática do Congo. Cerca de 350 pessoas já teriam morrido desde que começaram os protestos no Quênia, em que manifestantes de oposição contestam o resultado da eleição, acusando Kibaki de fraude. Apelo O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês) lançou um apelo global para que a comunidade internacional envie mantimentos ao país africano. “O ódio é muito grande. A violência tribal é o fator mais sério, não tem limites e é extremamente difícil de controlar”, disse Alexandre Liebskind, vice-presidente das operações da ICRC no leste da África. A correspondente da BBC no Quênia Karen Allen disse que a Igreja Católica em Eldoret, cidade no oeste do país, está coordenando esforços para arrecadar cobertores, barracas e alimentos para cerca de 30 mil pessoas desabrigadas. Karen Allen disse que dez mil pessoas estão acampadas apenas na área de uma catedral católica em Eldoret. A cidade foi palco de um dos episódios mais sangrentos do conflito, em que 30 pessoas, entre elas 25 crianças, foram queimadas vivas dentro de uma igreja onde estavam refugiadas. Tanto o presidente Kibaki como o líder da oposição Raila Odinga já pediram o fim da violência. |
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