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Atualizado às: 02 de janeiro, 2008 - 13h58 GMT (11h58 Brasília)
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Quênia tenta usar diplomacia para acabar com crise
Soldados no Quênia
Tropas de choque estão patrulhando Nairóbi
Diplomatas da União Africana e da Comunidade Britânica estão tentando mediar o fim da violência no Quênia, depois da reeleição do presidente Mwai Kibaki.

Segundo um correspondente da BBC em Nairóbi, o espaço para manobras é muito limitado, já que a oposição do Quênia insiste que não vai participar de nenhuma negociação a não ser que o presidente Kibaki admita que roubou as eleições.

Em um esforço para abrir o diálogo político, Kibaki convidou os novos membros do recém-eleito parlamento para um encontro na sede da presidência nesta quarta-feira.

Segundo um grupo de defesa dos direitos humanos no Quênia, os choques entre manifestantes pró-Kabindi e pró-oposição, liderada por Raila Odinga, já causaram a morte de mais de 300 pessoas, 30 delas queimadas vivas enquanto buscavam refúgio dentro de uma igreja, na cidade de Eldoret, no oeste do país.

Acusações

Os choques começaram depois que a oposição acusou o presidente reeleito Mwai Kibaki de ter roubado as eleições da quinta-feira da semana passada.

Na terça-feira, o presidente da comissão eleitoral Samuel Kivuitu ter sido pressionado pelo partido de Kibaki e por um pequeno partido da oposição a divulgar os resultados das eleições.

Os dois lados se acusam mutuamente pela violência e dezenas de milhares de pessoas estão buscando refúgio de grupos armados e saqueadores, com medo de novos ataques.

Tanto Kibaki como Odinga pediram o fim dos assassinatos.

A polícia ergueu barricadas nas principais rotatórias da capital, Nairóbi, e suspendeu o tráfego.

Um porta-voz do governo disse à BBC que os manifestantes pró-Odinga estão "engajados em limpeza étnica" de uma "maneira calculada e organizada".

Mas Odinga contra-atacou afirmando que o governo de Kibaki é "diretamente responsável por genocídio".

Ao responder a pergunta sobre se pediria aos seus partidários que se acalmassem, ele disse à BBC: "Eu me recuso a que me peçam que dê um anestésico ao povo do Quênia para que ele possa ser estuprado".

Observadores europeus disseram que as eleições "ficaram aquém dos padrões internacionais", e quatro comissários eleitorais do Quênia pediram que um orgão judicial independente reexamine o processo.

Em um comunicado conjunto, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o ministro do Exterior da Grã-Bretanha, David Miliband, apontaram "sérias irregularidades" na contagem dos votos.

"A prioridade imediata é combinar um pedido constante dos líderes políticos do Quênia para cessar a violência de seus partidários com um processo político e legal intensivo para construir um futuro de paz e união para o país", disse o comunicado.

Segundo a correspondente da BBC Karen Allen, as partes envolvidas agora querem que a comunidade internacional entre na questão e resolva o problema.

Teme-se que a violência volte a explodir com um comício convocado pela oposição para esta quinta-feira.

O Quênia é um país com 42 tribos e as eleições expuseram uma profunda disputa entre etnias, segundo Allen.

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