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Atualizado às: 30 de dezembro, 2007 - 11h05 GMT (09h05 Brasília)
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Oposição pede que presidente admita derrota no Quênia
Protesto no Quênia
Os protestos foram desencadeados por atrasos na apuração
O candidato da oposição no Quênia, Raila Odinga, acusou o presidente Mwai Kibaki de fraude eleitoral e lhe pediu que admitisse a derrota nas eleições presidenciais da última quinta-feira.

“Eu gostaria de pedir ao presidente Mwai Kibaki que reconheça e respeite a escolha do povo do Quênia e admita a derrota honradamente”, disse Odinga.

Falando em público pela primeira vez desde as eleições, Odinga também pediu à Comissão Eleitoral do Quênia que faça uma recontagem completa dos votos, o que poderia levar dias.

No sábado, a comissão eleitoral decidiu suspender a contagem dos votos, em meio a alegações de irregularidades e violentos protestos em várias cidades do país.

Os primeiros resultados oficiais mostravam que Odinga estava à frente com uma pequena vantagem, mas números não-oficiais, divulgados depois, indicaram que Kibaki teria passado à frente por uma estreita margem.

A oposição acusa o governo de tentar manipular o resultado do pleito, alterando o resultado das contagens e adicionando votos irregulares nas urnas.

Segundo jornalistas que acompanham o pleito, os protestos, que já teriam causado pelo menos três mortes, foram desencadeados pelos atrasos na apuração.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar grupos de jovens que estavam saqueando e queimando casas.

Rejeição

Um porta-voz da comissão eleitoral disse à BBC que mais de 70% dos 14 milhões de eleitores teriam comparecido às urnas.

Apesar de os resultados oficiais ainda não terem sido divulgados, alguns números demonstram uma clara rejeição dos eleitores ao governo.

Resultados parciais indicam que pelo menos 20 parlamentares teriam perdido seus cargos. Entre eles estaria o vice-presidente, Moody Aweori.

Os parlamentares quenianos ganharam notoriedade nos últimos cinco anos por aumentarem seus salários e benefícios arbitrariamente, enquanto grande parte da população vem lutando para sobreviver com salários baixos e um alto custo de vida.

Se perder as eleições, Kibaki, que foi eleito em 2002 com uma vitória esmagadora, será o primeiro presidente do Quênia a deixar o posto por causa de uma derrota nas urnas.

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