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Atualizado às: 27 de dezembro, 2007 - 11h35 GMT (09h35 Brasília)
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Filas e acusações de fraude marcam eleição no Quênia
Filas em zonas eleitorais do Quênia
Em Kisumu, eleitores também fizeram filas em zonas eleitorais
Cerca de 14 milhões quenianos vão às urnas nesta quinta-feira para escolher um novo presidente, em meio a longas filas nas zonas eleitorais e atrasos em algumas partes do país.

Um dos candidatos favoritos, o opositor Raila Odinga, só conseguiu votar depois de solucionados problemas técnicos que estão afetando a votação.

Segundo a correspondente da BBC na África Oriental Karen Allen, o caos e a confusão tomaram conta do pleito na segunda maior favela da África, Kibera, na capital, Nairóbi.

Observadores da União Européia pediram que as zonas eleitorais na área permaneçam abertas por mais duas horas, já que centenas de pessoas não conseguiram depositar seu voto.

Allen afirma que Kibera é onde Raila Odinga, o principal adversário do atual presidente Mwai Kibaki, tem mais apoio.

Os problemas técnicos paralisaram a votação por várias horas, e medidas de segurança foram tomadas no local para evitar a violência.

Candidatos

Raila Odinga (esq.) e o presidente Mwai Kibaki
Raila Odinga (esq.) e o presidente Mwai Kibaki

Os quenianos foram às urnas cedo e em grande número para participar do que está sendo considerada a maior batalha política já vista no país.

Mwai Kibaki chegou ao poder em 2002, encerrando o período de governo de 24 anos de Daniel Arap Moi, prometendo acabar com a corrupção e afirmando promover o crescimento económico.

Sob seu comando, o Quênia tem registrado bom desempenho na área econômica, mas quenianos mais pobres reclamam que não vêem os frutos da prosperidade.

Alguns analistas dizem também que o presidente fracassou no combate à corrupção, e tem menos popularidade que seu rival, Raila Odinga.

O reporter da BBC Keith Adams diz que, com as plataformas dos dois principais candidatos tão similares, o resultado pode ser influenciado pela divisão étnica do país.

Enquanto o presidente Kibaki faz parte dos Kikuyu, a força dominante na política desde 1963, Odinga é da tribo Luo, aliada de outras tribos menores em um esforço de contrabalançar o poder da tribo mais forte.

Acusação de fraude

A campanha dos candidatos foi marcada por acusações de que o governo estaria preparando fraudes na votação.

"São apenas acusações", disse à BBC o chefe da equipe de observadores da União Européia, Alexander Graf Lambsdorff.

Alfred Mutua, porta-voz do governo, disse que o processo todo será transparente, aberto e rápido.

"Este é um governo que convidou mais de 30 mil observadores internacionais e locais, que estão em todos os centros de votação. As acusações são uma propaganda da oposição, que quer rejeitar a escolha do povo", ele afirmou.

Três policiais foram mortos pela multidão no oeste do Quênia depois que surgiram suspeitas de que eles estavam carregando cédulas já marcadas.

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