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Violência após eleição mata mais de 120 no Quênia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 120 pessoas foram mortas no Quênia na onda de violência provocada pela contestação aos resultados da eleição presidencial realizada na quinta-feira. O presidente Mwai Kibaki foi declarado vencedor das eleições no domingo, mas seu principal adversário, Raila Odinga, fez denúncias de fraude e disse ter sido roubado. Os principais episódios de violência ocorreram na capital, Nairóbi, onde houve confrontos entre a polícia e manifestantes que colocaram fogo em prédios na favela de Kibera. A cidade de Kisumu, no oeste do país, considerada uma das bases da oposição, também foi palco de confrontos. Toque de recolher Um jornalista da BBC viu 43 mortos com ferimentos de tiros em um necrotério de Kisumu. De acordo com testemunhas, a polícia disparou contra manifestantes da oposição que atiravam pedras. A cidade de Kisumu foi colocada sob toque de recolher. O governo também proibiu manifestações da oposição e transmissões de TV ao vivo. Na cidade litorânea de Mombassa, uma multidão tomou as ruas e incendiou carros e prédios. Muitos turistas acabaram presos no aeroporto, sem conseguir deixar a cidade. Centenas de policiais paramilitares foram mobilizados para conter os protestos no país. Resultados Segundo as autoridades eleitorais, Mwai Kibaki venceu com 4.584.721 votos, 230 mil a mais que Raila Odinga. Kalonzo Musyoka, outro candidato à Presidência, obteve 879.903 votos. A divulgação dos resultados foi atrasada depois que a comissão eleitoral decidiu, no sábado, suspender a contagem dos votos, em meio a alegações de irregularidades e violentos protestos em várias cidades do país. Os primeiros resultados oficiais mostravam que Odinga estava à frente com uma pequena vantagem, mas números não-oficiais, divulgados depois, indicaram que Kibaki teria passado à frente por uma estreita margem. A oposição acusou o governo de tentar manipular o resultado do pleito, alterando o resultado das contagens e adicionando votos irregulares nas urnas. Raila Odinga descreveu o resultado das eleições como um golpe civil. Em entrevista à BBC, o candidato de oposição afirmou que Kibaki indicou a Comissão Eleitoral com o único propósito de manipular os resultados. Protesto Odinga convocou um grande protesto para esta terça-feira em Nairóbi. Nesta segunda-feira, a polícia impediu que apoiadores de Odinga realizassem uma "cerimônia de posse alternativa" no centro da capital queniana. Ele disse ainda que teria prazer em dialogar com Kibaki, mas somente depois que o presidente admitisse sua derrota nas eleições. Kibaki, que tomou posse no próprio domingo para seu segundo mandato de cinco anos, descreveu as eleições como "livres e justas" e pediu aos partidos políticos que "aceitem o veredicto do povo". Em sua mensagem de Ano-Novo, o presidente reeleito pediu a reconciliação, mas afirmou que seu governo irá tratar com firmeza aqueles que perturbarem a ordem pública. Preocupação Nesta segunda-feira, um dia depois de ter apoiado a reeleição de Kibaki, os Estados Unidos voltaram atrás e manifestaram preocupação com o resultado do pleito no Quênia. O embaixador americano em Nairóbi, Michael Ranneberger, disse à BBC que houve problemas em alguns locais de votação, incluindo casos em que o número de votos foi maior do que o de eleitores registrados. No entanto, Ranneberger afirmou que esses problemas, registrados em uma minoria dos distritos eleitorais, não significam necessariamente que houve fraude nas eleições. A União Européia, a Grã-Bretanha e o Canadá também já manifestaram preocupação com as eleições quenianas. |
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