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Atualizado às: 07 de janeiro, 2008 - 13h19 GMT (11h19 Brasília)
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Oposição no Quênia suspende protestos contra eleições
Raila Odinga, líder da oposição
Odinga acusa presidente de ter roubado nas eleições
O líder da oposição no Quênia, Raila Odinga, suspendeu os comícios nacionais programados para esta terça-feira em protesto aos resultados das eleições presidenciais de 27 de dezembro.

A oposição acusa o presidente Mwai Kibaki, reeleito no pleito, de ter fraudado as eleições e defende a realização de uma nova votação.

A decisão foi tomada depois de uma reunião de Odinga com a enviada especial da ONU ao país, a diplomata americana Jendayi Frazer. Odinga voltou a defender um "processo de mediação internacional" para solucionar a crise.

Mais de 450 pessoas já teriam morrido desde que os protestos contra os resultados das eleições começaram, na semana passada.

Ainda nesta terça-feira, uma autoridade ligada ao presidente Kibaki foi enviada a Gana para conversar com o presidente da União Africana, John Kufuor, possível mediador na crise.

O porta-voz do governo Alfred Mutua disse que o secretário-assistente do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, Moses Wetangula, deve se reunir com Kufuor ainda nesta semana.

A oposição defende a presença do presidente da União Africana no país para intermediar as negociações, mas o governo insiste que não há necessidade de um mediador para solucionar o conflito.

Unidade nacional

No fim de semana, Odinga rejeitou uma proposta de Kibaki para a formação de um governo de coalizão nacional.

O líder da oposição disse que um governo de unidade nacional seria "enganar os quenianos, afastando-os seus direitos".

"Nós sabemos como o governo de unidade nacional funciona", disse. "Nós estivemos nessa antes com Kibaki."

O governo anunciou nesta terça-feira ter enviado soldados para desbloquear estradas em várias regiões do país a fim de facilitar o envio de ajuda a milhares de desabrigados.

De acordo com autoridades da ONU, mais de 250 mil pessoas já teriam deixado suas casas para fugir da violência.

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