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Procurador do Quênia pede recontagem dos votos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O procurador-geral do Quênia, Amos Wako, pediu nesta quinta-feira um inquérito independente sobre o resultado das recentes eleições presidenciais que provocaram uma onda de violência no país, depois da reeleição de Mwai Kibaki. Falando na TV do país, Wako disse que “uma contagem apropriada dos votos válidos, retornados e confirmados deve ser realizada imediatamente”. Também nesta quinta-feira, o presidente Kibaki fez um apelo pelo fim da violência e afirmou a jornalistas que vai estar pronto para o diálogo político quando a calma retornar ao país. Kibaki fez a afirmação depois que a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar uma multidão que tentou participar de um comício da oposição em Nairóbi. Mais de 300 pessoas foram mortas e pelo menos 70 mil tiveram que deixar suas casas em todo o país desde domingo. A violência começou depois das acusações de fraude nas eleições presidenciais do último dia 27. Ataques criminosos O oposicionista Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês), afirma que seu líder, Raila Odinga – derrotado por Kibaki no pleito presidencial -, é o “presidente do povo” e exige uma nova eleição. Nesta quinta-feira, milhares de manifestantes deixaram favelas da capital para tentar participar do comício convocado pela oposição, mas foram impedidos pelas forças de segurança. Também houve choques entre a polícia e jovens manifestantes na cidade de Mombasa, na costa. No vilarejo de Bombolulu, ao norte de Mombasa, a polícia disparou tiros sobre os manifestantes que gritavam “Sem paz!”. Karen Allen, enviada da BBC à cidade de Eldoret, no oeste do país, afirma que os ataques criminosos continuam na cidade, onde pelo menos 30 pessoas morreram na terça-feira, quando uma igreja foi incendiada. Por conta da violência no país, a bolsa de Nairóbi fechou uma hora depois de aberta nesta quinta-feira. Tutu Nesta quinta-feira, os Estados Unidos e a União Européia concordaram em pressionar Kibaki e Odinga, a considerar um governo de coalizão, e o bispo sul-africano Desmond Tutu, vencedor do Nobel da paz, chegou ao país para tentar mediar a crise. Os correligionários de Kibaki (um membro da tribo Kikuyu, predominante no Quênia), e de Odinga (da comunidade Luo) se acusam mutuamente de genocídio e limpeza étnica nos choques pós-eleições. Na quarta-feira, Kibaki convidou todos os parlamentares para discutir a crise na sede da presidência, mas o partido de Odinga se recusou participar e exigiu a renúncia do presidente. Samuel Kivuitu, chefe da Comissão Eleitoral do Quênia, disse que não podia afirmar se a eleição foi vencida por Kibaki de maneira justa. |
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