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Atualizado às: 05 de janeiro, 2008 - 04h36 GMT (02h36 Brasília)
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Violência no Quênia provocou fuga de 250 mil, diz ONU
Refugiados no Quênia
Milhares estão em campos de refugiados improvisados
Mais de 250 mil pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas no Quênia para fugir dos conflitos dos últimos dias, segundo representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). A violência eclodiu no país após a reeleição do presidente Mwai Kibaki, na semana passada.

De acordo com os representantes da ONU, meio milhão de quenianos precisam de ajuda urgente.

Cerca de 350 pessoas já teriam morrido desde que começaram os protestos no Quênia, em que manifestantes de oposição contestam o resultado da eleição, acusando Kibaki de fraude.

Muitas pessoas estão em campos de refugiados improvisados, enquanto outras procuraram refúgio em delegacias e em igrejas.

Na cidade de Eldoret, no oeste do Quênia, onde na terça-feira pelo menos 30 pessoas, entre elas 25 crianças, foram queimadas vivas dentro de uma igreja, cerca de 10 mil pessoas estão acampadas em um complexo em torno de uma catedral católica.

A correspondente da BBC no Quênia Karen Allen disse que a Igreja Católica em Eldoret está coordenando esforços para arrecadar cobertores, barracas e alimentos para cerca de 30 mil pessoas desabrigadas.

Apelo

Representantes do Programa Alimentar Mundial, a agência das Nações Unidas responsável pela ajuda alimentar, afirmam que praticamente todo o envio de comida tanto para o oeste do Quênia quanto para o resto da região, incluindo Uganda, Sudão e a República Democrática do Congo, está parado há dias por causa da violência.

Os representantes da ONU apelaram para que o governo tome medidas para pôr fim à crise

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês) lançou um apelo global para que a comunidade internacional envie mantimentos ao país africano.

“O ódio é muito grande. A violência tribal é o fator mais sério, não tem limites e é extremamente difícil de controlar”, disse Alexandre Liebskind, vice-presidente das operações do ICRC no leste da África.

Tanto o presidente Kibaki quanto o principal líder da oposição derrotado nas eleições, Raila Odinga, já pediram o fim da violência.

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