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Violência marca o 2º dia de protestos no Quênia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A violência entre manifestantes da oposição e policiais continua no Quênia nesta quinta-feira, o segundo dos três dias de protestos convocados pela oposição contra a reeleição do presidente Mwai Kibaki. Segundo o correspondente da BBC em Nairóbi, Noel Mwakugu, no subúrbio de Mathare, jovens queimaram pneus numa manifestação de protesto e a polícia disparou tiros para o alto. De acordo com Mwakugu, duas pessoas foram baleadas na região de Kibera, na capital. Outros confrontos também foram relatados na cidade de Kisumu, no oeste do país, onde moradores da favela de Kondele montaram barricadas para impedir a passagem na avenida principal da região. Na quarta-feira, primeiro dia dos protestos, pelo menos quatro pessoas morreram em confronto com os policiais em Kisumu. O oficial da polícia da cidade, Grace Kahindi, afirmou à BBC que os policiais não obedeceram às ordens para usar apenas gás lacrimogêneo e bastonetes durante os protestos na quarta-feira, mas serão supervisionados com mais atenção. Os correspondentes da BBC na cidade relatam que tiros podem ser ouvidos em várias regiões de Kisumu. Os três dias de protesto, marcados para acontecer em 30 cidades do Quênia foram proibidos pela polícia, que os considera "inapropriados". Comunidade internacional O líder oposicionista Raila Odinga, candidato derrotado à Presidência, afirmou ao programa Hardtalk, da BBC, que a comunidade internacional deve impôr sanções ao governo de Kibaki. Nesta quinta-feira, representantes da União Européia devem decidir sobre a redução da ajuda financeira ao Quênia. Na quarta-feira, as Nações Unidas fizeram um apelo internacional para arrecadar U$ 34 milhões (R$60 milhões) em benefício das vítimas da violência no país desde as eleições presidenciais. De acordo com o chefe de ajuda humanitária da ONU, John Homes, o dinheiro que será arrecadado durante os próximos seis meses deve ser investido principalmente em alimentação para os quenianos. Desde o anúncio do resultado, há três semanas, mais de 600 pessoas já morreram e mais de 250 mil ficaram desabrigadas como conseqüência dos protestos contra a eleição de Kibaki. A oposição diz que as eleições foram fraudadas para favorecer a reeleição de Kibaki. |
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