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Protestos no Quênia deixam pelo menos três mortos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos três pessoas morreram nesta quarta-feira em confrontos entre manifestantes de oposição e a polícia no Quênia. As mortes, na cidade de Kisumu, no oeste do país, ocorreram no primeiro de três dias de manifestações convocadas pela oposição para protestar contra o resultado da eleição presidencial do mês passado, na qual Mwai Kibaki foi reeleito. Segundo a correspondente da BBC Karen Allen, que acompanhou a manifestação em Kisumu, cerca de 300 pessoas tentavam entrar no centro da cidade em passeata quando foram reprimidos pela polícia. Alguns manifestantes levavam um caixão simbolizando a morte da democracia no país. Além de Kisumu, outras cidades do Quênia foram palco de manifestações nesta quarta-feira. Em Eldoret, também no oeste do país - onde 30 pessoas foram queimadas vivas em uma igreja durante protestos no início do mês -, centenas exigiram a renúncia de Kibaki. Odinga O líder oposicionista Raila Odinga, candidato derrotado à Presidência, participou de um protesto na capital queniana, Nairóbi, durante o qual a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Odinga, que pediu à comunidade internacional que isole Mwai Kibaki, seguiu para o Parque Uhuru para participar da manifestação. Segundo a correspondente da BBC Caroline Karobia, que estava no local, a polícia disparou as bombas de gás para impedir a chegada dos manifestantes. Odinga estava em um carro cercado de líderes do seu partido, o Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês) e outros simpatizantes. Quando as bombas de gás foram lançadas, os manifestantes fugiram e foram perseguidos pela polícia.
Com o aumento da tensão no parque, policiais da tropa de choque, alguns montados em cavalos, se lançaram contra os jornalistas. Em Kibera, uma favela da cidade, pelo menos três pessoas foram baleadas. Também houve manifestações na cidade costeira de Mombasa, na qual oposicionistas jogaram pedras na polícia e se sentaram nas principais estradas que levam à cidade como forma de protesto. Protestos Os três dias de protesto, marcados em 30 cidades do Quênia, foram proibidos pela polícia, que os considera "inapropriados". Os confrontos com a polícia ocorreram um dia depois de a oposição sair vitoriosa na eleição do presidente do Parlamento, o terceiro homem na linha de poder do país. Depois da vitória, o parlamentar eleito, Kenneth Marende, disse à BBC que a ODM tinha direito constitucional de iniciar os protestos contra a eleição do presidente Mwai Kibaki. Desde o anúncio do resultado das eleições, há três semanas, mais de 600 pessoas já morreram e mais de 250 mil ficaram desabrigadas como conseqüência dos protestos contra a eleição de Kibaki. A oposição diz que as eleições foram fraudadas para favorecer a reeleição de Kibaki. |
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