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Atualizado às: 01 de dezembro, 2007 - 01h54 GMT (23h54 Brasília)
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Chávez ameaça cortar fornecimento de petróleo aos EUA

Manifestação pró-reformas constitucionais em Caracas nesta sexta-feira
Pesquisas indicam que não há favoritos no referendo de domingo
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta sexta-feira que se a oposição venezuelana, “apoiada pelos Estados Unidos”, desestabilizar o país após a realização do referendo deste domingo, a Venezuela cortará o abastecimento de petróleo àquele país.

“Se a fulana operação “tenaza” chegar a ativar-se (...) se no domingo ganhar o 'Sim' e a oligarquia venezuelana desatar a violência com a desculpa de que houve fraude (...) não haverá uma só gota de petróleo da Venezuela para os EUA”, disse Chávez, diante de centenas de milhares de simpatizantes que se concentraram no centro de Caracas para o encerramento da campanha a favor do projeto de reforma constitucional proposto pelo presidente, que irá a referendo neste domingo.

A Venezuela é o quarto provedor de petróleo dos Estados Unidos e o quinto maior exportador mundial do óleo cru.

A “operação tenaza” supostamente se trataria de um plano da CIA (a agência de inteligência americana) que teria como objetivo “impedir o referendo ou não reconhecer seus resultados”, diz um documento que circula na internet, com o título de “Fase terminal da operação tenaza”.

"Inimigo"

Chávez começou seu discurso de encerramento de campanha dizendo que o inimigo de seu governo não é a “oliguarquia crioula” e sim o governo dos EUA.

Hugo Chávez
 (...) se no domingo ganhar o 'Sim' e a oligarquia venezuelana desatar a violência com a desculpa de que houve fraude (...) não haverá uma só gota de petróleo da Venezuela para os EUA.
Hugo Chávez

"Quem votar no 'Não' votará em George W. Bush, eles (os opositores) estão fazendo o jogo sujo do 'Império' americano, nosso verdadeiro inimigo. Esta é a batalha."

Vestindo bonés e camisetas vermelhas, simpatizantes de Chávez viajaram de vários Estados do país à capital, Caracas, para participar da manifestação.

Estima-se que mais de 16 milhões de venezuelanos irão às urnas neste domingo para definir se 69 artigos da Constituição de 1999 serão modificados ou não.

As mais recentes pesquisas de intenção de voto mostram que não há favoritismo nem para o ‘sim’ nem para o ‘não’ no referendo.

Fraude

Na reta final da campanha, a oposição anunciou que só reconhecerá os resultados “no caso de uma vitória do Não”, já que considera que a maioria da população votará contra a reforma constitucional.

Em um vídeo divulgado nesta quinta-feira, um dos dirigentes do partido Um Novo Tempo, Peña Esclusa, afirmou que a oposição "de antemão, não reconhece o referendo e os resultados" que serão emitidos pelo árbitro eleitoral.

Principais propostas de mudanças constitucionais
Reeleição por número indefinido de vezes para presidente
Aumento do mandato presidencial de seis anos para sete anos
Fim da autonomia do Banco Central
Reorganização da estrutura dos distritos administrativos do país
Redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias
Redução da idade mínima para votar de 18 anos para 16 anos
Extensão da cobertura de benefícios sociais para trabalhadores informais

De acordo com Esclusa, a oposição realizará manifestações em todo o país alegando fraude, imediatamente após o anúncio dos resultados.

O presidente venezuelano, que venceu os últimos nove processos eleitorais no país, disse que, se for derrotado nas urnas, respeitará os resultados.

“Na suposição de que perdamos por alguma fatalidade, reconheceríamos o triunfo dos nossos adversários”, disse. “Esta oposição é a única do mundo que entra no jogo e diz que o árbitro está vendido."

CNN

O Conselho Nacional Eleitoral proibiu a divulgação de qualquer resultado de pesquisa de boca-de-urna antecipando o resultado do referendo. O presidente venezuelano ameaçou retirar do ar qualquer canal de TV que transmita resultados que não sejam os números oficiais.

Chávez voltou a repetir que processará a CNN por “incitar seu assassinato” e ameaçou expulsar os correspondentes do canal americano. “Se a CNN se prestar a fazer alguma operação do imperialismo contra a Venezuela, seus correspondentes serão expulsos do país”, advertiu.

Nesta semana, a CNN em espanhol mostrou em seu telejornal uma imagem de Chávez ao lado do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe (com quem o venezuelano mantém uma crise diplomática), e uma legenda abaixo da imagem do presidente da Venezuela que dizia: "Quem o matou?".

O canal alega que o vídeo foi utilizado por erro e que a frase correspondia a outra notícia.

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