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Atualizado às: 24 de novembro, 2007 - 05h51 GMT (03h51 Brasília)
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Confrontos marcam retomada de Constituinte na Bolívia
Protesto em Sucre
Universitários e policiais entraram em confronto no centro de Sucre
Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira em Sucre, na Bolívia, em confrontos entre universitários opositores do governo do presidente Evo Morales e a polícia, segundo informações da TV local ATB.

Os confrontos ocorreram no primeiro dia depois de o governo ter transferido as sessões da Assembléia Constituinte que tem o objetivo de reescrever a Constituição boliviana para um colégio militar nos arredores da cidade, na tentativa de garantir que os debates sejam realizados em segurança.

Os manifestantes levantaram barricadas no centro da cidade e enfrentaram a polícia com pedras. Os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo.

À noite, centenas de universitários deixaram a cidade rumo à escola militar onde a Assembléia Constituinte foi instalada.

Antes das manifestações, a população de Sucre declarou uma mobilização permanente contra as mudanças na Constituição propostas pelo governo e iniciou uma coleta de assinaturas para convocar um referendo que decidiria que cidade deve ser a capital do país.

Sucre X La Paz

A discussão em torno da capital boliviana tem sido motivo de protestos há meses.

Sucre, capital constitucional da Bolívia, é sede apenas do Poder Judiciário. Em 1899, deois de uma breve guerra civil, a cidade deixou de abrigar os poderes Executivo e Legislativo, que passaram para La Paz.

Agora, no entanto, Sucre pretende recuperar o Executivo e o Legislativo e tem o apoio de parlamentares de oposição.

Os defensores da mudança argumentam que a cidade, no centro do país, tem uma localização melhor do que La Paz, localizada no oeste da Bolívia.

Os moradores de La Paz, porém, dizem que mudar a capital para Sucre seria caro e alimentaria a divisão no país.

La Paz é a maior cidade boliviana, com 1,6 milhão de habitantes. Sucre tem 270 mil moradores.

Pressa

A primeira sessão da Assembléia Constituinte na nova sede foi realizada sob um forte esquema de segurança. O prédio foi cercado por soldados e policiais.

Depois de três meses de interrupção dos trabalhos, o Movimento ao Socialismo (MAS), partido do presidente Morales, começou nesta sexta-feira uma corrida para conseguir aprovar as reformas até o prazo final, no dia 14 de dezembro.

As regras dos debates foram modificadas para dar mais agilidade ao processo, e as sessões serão realizadas também em finais de semana e feriados.

A pressa é tanta que foram levados até colchões e comida para a nova sede, onde os membros da assembléia deverão passar algumas noites.

Dos 225 integrantes da assembléia, 145 participaram da sessão desta sexta-feira, a maioria do MAS.

A oposição não compareceu, mas admitiu que o partido governista tem maioria suficiente para aprovar a nova Carta Magna.

Quando lançou a Assembléia Constituinte, Morales disse que seu objetivo era fundar novamente a Bolívia. Mas os protestos realizados por seus seguidores e opositores levaram à interrupção dos trabalhos.

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