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Atualizado às: 26 de julho, 2007 - 05h02 GMT (02h02 Brasília)
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Milhares marcham em defesa de Sucre como capital boliviana
Cartaz de manifestação em Sucre
Sucre e La Paz estão em disputa para abrigar Legislativo e Executivo
As ruas de Sucre, na Bolívia, foram tomadas nesta quarta-feira por milhares de manifestantes que pediam que a cidade volte a ser sede dos poderes Executivo e Legislativo.

A manifestação em Sucre foi uma resposta a um grande protesto realizado na última sexta-feira em La Paz, que reuniu centenas de milhares de pessoas em uma marcha contra a possibilidade de transferência dos poderes.

Sucre, capital constitucional da Bolívia, é sede apenas do Poder Judiciário. Em 1899, deois de uma breve guerra civil, a cidade deixou de abrigar os poderes Executivo e Legislativo, que passaram para La Paz.

Agora, no entanto, Sucre pretende recuperar o Executivo e o Legislativo e incluiu essa demanda na Assembléia Constituinte que está reescrevendo a Constituição boliviana. Essa possibilidade gerou protestos de La Paz.

A manifestação desta quarta-feira teve até a participação de representantes da Igreja Católica no departamento (Estado). Os sinos das igrejas de Sucre chamavam os manifestantes para a marcha.

Também foi realizada uma missa de Ação de Graças, além de desfiles com bandas de música.

Disputa

Sucre tem o apoio de parlamentares constituintes opositores do presidente Evo Morales e também de líderes dos departamentos que exigem autonomia do governo federal: Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

Os defensores da mudança argumentam que a cidade, no centro do país, tem uma localização melhor do que La Paz, no oeste da Bolívia.

Líderes em La Paz acreditam que essa questão está sendo usada como moeda de troca entre os departamentos que querem mais autonomia e o governo.

Eles dizem também que mudar a capital de La Paz, que é a maior cidade boliviana, com 1,6 milhão de habitantes, para Sucre, que tem 270 mil moradores, seria caro e alimentaria a divisão no país.

No protesto da última sexta-feira, os manifestantes em La Paz aprovaram um prazo até 6 de agosto para que a Assembéia Constituinte da Bolívia "elimine definitivamente o tratamento do tema em todas as suas instâncias". Caso contrário, o departamento inteiro fará uma greve geral.

Tanto Sucre quanto La Paz reforçaram em suas manifestações a busca da unidade nacional.

Logo depois do protesto desta quarta-feira, o ministro do Interior, Alfredo Rada, disse que "o governo nacional saúda esta mostra de civismo e patriotismo".

"Não queremos confrontação fratricida entre bolivianos", disse um dos organizadores da manifestação em Sucre, Jaime Barrón. "A capital plena em Sucre é uma garantia de crescimento igual e eqüitativo do país."

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